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terça-feira, 18 de março de 2014

Torresmo do bom

Não sou uma master da cozinha, nem sei usar muitos dos utensílios. Mas tem coisas que são superiores ao nosso conhecimento e gosto pessoal. As cozinhas e receitas carregam tradições e também contam histórias de vida, de família, de domingos... E mesmo sem saber tanto e sem nem mesmo ter uma técnica aprimorada ou alguma receita que eu tenha inventado e que dela possa me orgulhar, entendo que tenho que divulgar a "fórmula" para fazer... torresmo!

Os mais entendidos de cozinha, por favor, não me massacrem: o que sei talvez seja primordial e talvez você tenha uma receita diferente, mais eficiente ou com maior apelo afetivo. Mas veja bem, minha intenção é boa. Entre meus amigos, uns poucos GOSTAM de torresmo com aquele brilho no olhar. Eles são poucos, mas eu os invejo!

Não sei o que deu errado comigo, porque o que eu sinto por torresmo é mais uma simpatia do que paixão. Eu queria gostar dele, porque hoje eu só posso dizer que "dá pra comer". Mas não quero que pensem que eu falo de uma religião como alguém que é ateu. Apesar da minha rejeição, eu já decidi que quem escolhe pelo meu estômago sou eu! Sei que um dia vou me deliciar com um "nédio toucinho" quentinho saindo da frigideira.

Tem gente que nasce com talento, predestinado. Mas tem gente que chega lá com esforço e dedicação, treina e treina, até atingir seu objetivo. E um dos meus é poder dizer, um dia, eu gosto de torresmo! Talvez eu só não tenha provado o certo ainda...

A última feijoada que comi foi pseudo feita por mim (come on, nunca se pode desperdiçar carne e talvez errar nos temperos), porque meu pai ajudou bastante. Entre as coisas que ele fez, foi mostrar o jeito de se fazer torresmo:

A feijoada seria servida no sábado na hora do almoço, então, na sexta-feira à noite ele fritou o toucinho picado pela primeira vez e depois deixou de um dia para o outro. Ficou assim:

torresmo como fazer

No dia seguinte, um pouco antes de servir a feijoada, ele fritou novamente e aí sim o torresmo ficou do jeito certo para ser consumido: crocante e sequinho.

Caso você queira comer torresmo à noite e não de dia, como nós fizemos, no livro "O que Einstein disse a seu cozinheiro", a definição de "de um dia para o outro" explica que esse período significa 8 a 12 horas de descanso. Desse jeito, você pode fazer a primeira fritura lá pelas 10 da manhã, fazer a segunda por volta das 17h e comer no happy hour caseiro :) (esse livro explica várias curiosidades do mundo da cozinha, reações químicas e desvenda mitos, como o caso de fritar um ovo no asfalto. Muito, muito legal!).

torresmo como fazer

"Enquanto ao lado, em fogo brando 
Dismilingüindo-se de gozo 
Deve também se estar fritando 
O torresminho delicioso 

Em cuja gordura, de resto 
(Melhor gordura nunca houve!) 
Deve depois frigir a couve Picada, 
em fogo alegre e presto." <3 <3 <3 
literatura de bar em "Feijoada à Minha Moda", do Vinícius de Moraes.


Então, duvido que você não lembrou do melhor torresmo que provou até hoje! 
Conta aí embaixo pra mim :) 

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Rio de Janeiro: Feijoada de Frutos do Mar no Makoto

EEEEEEE Carnaval, todo mundo indo ou chegando em algum lugar, seja pela festa, seja para se esconder dela! Sei que um monte de gente tem como destino o Rio de Janeiro e, assim como eu, vai pros blocos morrer de pular. E como eu não entendo nada de Carnaval - esse é o primeiro que eu não vou passar na frente da TV! - vou me conter e apenas recomendar um lugar para comer no pós bloco/balada.

O Makoto é, na verdade, um restaurante que se propõe a fazer culinária asiática, mas eu não provei nada que envolva os países de lá. O que comi foi uma feijoada de frutos do mar! Já tinha vontade de provar isso desde que a Ana Luiza Trajano 'lançou' em SP.

Chegamos no Makoto por acaso. Na verdade, queríamos ver a ruazinha em que ele fica, a Travessa do Comércio. É um lugar super charmoso, e já foi endereço da Carmem Miranda entre 1925 e 1932. A casa dela tem uma plaquinha identificando. Tem vários restaurantes nessa travessa, e enquanto a gente esperava, incontáveis tours passaram por lá. Ok, é um lugar bastante turístico - diz-se que um dos dez pontos mais visitados no RJ - mas é bastante agradável e o preço bem justo.

O garçom disse que o prato era individual, mas imaginamos que seria muito para uma pessoa só, e fizemos bem em dividir: com R$ 38 os dois comeram e ainda sobrou! Ah, e nem precisava ficar 'pescando' os frutos do mar, tudo bem generoso! De quebra, ainda tinha um sambinha ao vivo MUITO BOM! Fomos num sábado, mas no site do Makoto diz que eles têm programação para todos os dias!

O endereço certinho é: Travessa do Comércio, 15, Arco dos Teles, Praça XV. Fica no centrão do RJ.
Restaurante Makoto
O arroz parecia sim de comida japonesa, mas o molhinho de pimenta estava uma delícia e a farofinha também!
feijoada de frutos do mar no makoto
Sentamos lá fora, mas a parte de dentro parece ser bem gostosa também

feijoada de frutos do mar no makoto
Vista da janela do banheiro, hihi



Bom carnaval, pessu!!

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

O guia e o banquete de Santa Cruz de la Sierra

Eu nunca tinha usado o Airbnb para nenhuma hospedagem, só conhecia bem o CouchSurfing. Acontece que o Airbnb pode ser uma opção muito barata, as vezes até mais do que hostel, caso você vá dividir com alguém, como era o caso dessa viagem pela Bolívia e Peru. Você pode tanto alugar um quarto, quanto uma casa/sítio, depende do que procura. 

A gente foi reservando hostel/tour conforme a viagem ia acontecendo, a única coisa que reservamos com antecedência foi o lugar onde dormiríamos a primeira noite quando chegássemos em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, nosso primeiro destino. 

Pagamos R$ 38 para passar uma noite em um quarto de uma casa X. Não tinha muitos detalhes no anúncio, mas como o preço era bom e parecia um lugar limpinho, fechamos, hehehe. 

Logo o dono da casa entrou em contato conosco por mensagem no Airbnb, o German. Ele disse que poderia nos buscar no aeroporto (!!!) porque o transporte público era precário, então aceitamos - e já engatamos dizendo que adoraríamos tomar umas cervejas à noite - vai que, né, hahaha. 

Ele atrasou um pouquinho para ir nos buscar e como eu não conseguia ligar para ele, apesar de ter o seu número, ficamos meio em pânico, já olhando uma lista de hostel que o Thiago tinha feito em caso de emergência. Mas enquanto andávamos de um lado para o outro meio com cara de "por favor, me adote", uma pessoa veio olhando, desconfiada, e me perguntou "Giuliana?", no que respondi aliviada "SSIIIII". 

Ali estava o German, sua filha, e suas duas irmãs "de alma", como ele definiu. Era sábado e ele disse que a esposa dele costumava meditar nesse dia, e que mais tarde poderíamos conhecê-la. No caminho para casa, o German falou um pouco mais sobre a cidade e a sua história. Ele era, na verdade, mexicano. Depois de ter feito faculdade nos Estados Unidos, escolheu a região ali de Santa Cruz para abrir um orfanato da mesma "rede" em que ele cresceu, no México. E dessa maneira ele conheceu suas duas irmãs, que tinham ido passar o dia com ele. 

Isso é uma coisa muito legal do Airbnb. Você paga para dormir em algum lugar, e acaba conhecendo também histórias e pessoas que vêm junto no pacote. Acho que pelo fato de que vocês já vão dormir sob o mesmo teto faz com que o anfitrião seja muito mais aberto e disponível, tanto sobre a própria vida, quanto para falar sobre a cidade. E também, porque acredito que essas pessoas que participam de redes como Airbnb não estão tão somente querendo ganhar dinheiro, mas procurando uma oportunidade de conhecer mais de outras culturas. Mas, claro, não é uma regra. Vai muito de cada um e essa era a primeira vez que o German hospedava alguém, acho que ele queria que a gente se sentisse bastante à vontade. 

Tanto, que ele nos disse: "minhas irmãs querem comprar uma pistola para escrever e desenhar em couro, então temos que ir em alguns mercados... vocês podem ir com a gente e depois andamos pelo centro, passeamos". E fizemos isso o dia todo, andando de carro, depois parando e indo procurar o que elas precisavam. 

Passamos por três mercados. Um parecia um estádio, de tão grande, e vendia absolutamente de tudo. O segundo já se parecia mais com um camelô, mas só havia boxes de ferramentas, materiais elétricos, tipo furadeira, coisas para metalurgia. Já o terceiro, era uma mistura de feira com mercado e camelódromo. Tinha roupa, comida, gente cozinhando na rua, frutas, tecido, miçangas (sim - não sei há quanto tempo não via isso de perto!). 


Santa Cruz de la Sierra Bolivia


Santa Cruz de la Sierra Bolivia

Santa Cruz de la Sierra Bolivia

Santa Cruz de la Sierra Bolivia

Santa Cruz de la Sierra é uma das maiores cidades da Bolívia e é a "São Paulo" do país também: é bem desenvolvida para o padrão boliviano e abriga muitas empresas. O German contou que tem muitos brasileiros que vão para Sta. Cruz de la Sierra estudar medicina, por ser bem mais barato. 

De noite ainda fomos jantar no restaurante "La Casa del Camba" (Av. Cristobal de Mendoza, 1365 - Zona segundo anillo). 'Camba' é a maneira como são chamadas as pessoas de Santa Cruz. O restaurante era muito bom e como queríamos provar um pouco de tudo, a Cecí, esposa do German, que é boliviana, pediu o Buffet Típico para quatro pessoas (165 Bs), daí provamos apenas: 

1) Majadito de Pato
2) Majadito de Charque de Vaca 
3) Picante de Pollo
4) Queperi de Carne de Vaca 
5) Locoto (uma pimentinha que é ó, uma delícia) 
6) Arroz con Queso y Arroz Primavera
7) Yuca Frita (mandioca)
8) Huevo Frito, Chuño y Ensalada
9) Llajua - Escabeche de Cebollitas
10) Cerveja Huari 

la casa del camba bolivia santa cruz de la sierra


























Eu sei que provavelmente essa é a foto mais feia de um banquete que você já viu. Mas quem gosta de comer vai entender a poesia de não conseguir tirar uma foto direito de tanta fome. Quem gosta de comer vai, inclusive, admirar meu autocontrole modesto para conseguir  interromper minha refeição e fazer, ao menos, esse único breve registro. Quem gosta de comer vai ficar com água na boca mesmo assim, don't let me down. 

Comemos ao som de Taquipari (sempre me seguro para não dizer taquipariuu) e Chovena, músicas típicas da região. O restaurante tinha um palco onde as grupos de dança se apresentavam. Pode parecer bem turístico de cara, mas apesar disso, é um lugar em que turistas e locais se encontram. Enquanto estávamos lá, a Ceci encontrou, por acaso, seu tio, que jantava com a família toda. Ou seja, é um lugar bacana para todo mundo. 

Não lembro exatamente o valor da conta no final, mas dividimos por quatro e deu cerca de R$ 20 para cada um. Na Bolívia, quem converte se diverte! hahaha 
Bom, a verdade é que por pouco menos de R$ 40 conseguimos dormir bem, um 'guia' da cidade e conhecer lugares da cidade que não teríamos conhecido por outra maneira. Clicando aqui você pode acessar o perfil do German, cuja acomodação eu super recomendo! 


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

A história (e o sabor) das alheiras de Mirandela

Lá em Portugal eu era bem fã de um prato que eles serviam de norte a sul do país. O nome da iguaria é "alheira de Mirandela". Uma das melhores coisas pra comer de ressaca, super prática, barata, rápida e saborosa!

Eu já tinha declarado meu amor pelas alheiras, quando, um dia na aula, um professor lá da Univ. Fernando Pessoa, sabendo da minha brasileiridade, disse "Você não conhece a história das alheiras, pois não?", e contou!

Aconteceu assim:

Lá no final do séc XV, na época da Inquisição, qualquer pessoa que não fosse judia teria em casa um pedaço de carne de porco sendo defumando, segundo meu professor, pendurada no teto, envelhecendo, como ainda é possível ver naqueles armazéns que existem pelo Porto. 

Mas, como judeus não comem carne de porco, era bem fácil identificá-los: bastava entrar e ver que não tinha resquício algum de qualquer suíno por lá. Aí, algum iluminado teve a ideia de fazer tipo uma linguiça com outras carnes, as de aves! Então, eles misturavam carne de galinha, coelho, perú ou pato com pão de trigo, para dar consistência. Depois disso, envolviam com tripa, do jeito que é feito até hoje.

Aí, quando tudo já estava temperado, era só deixar defumando. A aparência e o cheiro ficavam muito próximos às carnes suínas que os católicos tinham em casa, então pronto! A receita se popularizou até mesmo entre católicos, que por fim passaram a fazê-la com carne de porco. 

Hoje dá para comprar em qualquer mercado, bem barato, tipo 2 Euros. Para quem estiver em Portugal, vale a pena ficar atento quanto às feiras que acontecem durante o ano dedicadas ao prato. 

Para quem nunca experimentou e está aqui no Brasil, ou para quem, como eu, sente taaaanta vontade de comer alheiras, the good news é que eu encontrei elas aqui tanto em Campinas como em São Paulo. Antes o City Bar, campineiro, fazia. Mas da última vez que fui lá, o garçom me disse que eles tinham parado. Encontrei, então, o Juema Bar e Mercearia (R. Santos Dumond com a Cel. Quirino), que fica também no Cambuí e é comandado por um português, que como o seu Zé do City Bar, chegou no Brasil ainda bem jovem. Você pode tanto comer lá, frita, quanto levar crua e preparar em casa. Em São Paulo o melhor lugar que encontrei para compra-las foi o Mercado Municipal Paulistano mesmo, bem baratinha e vários boxes vendem - mesmo os que não são portugueses.  

Depois de adquirir sua alheira, você pode fazer de duas maneiras: frita no azeite, como a maioria dos restaurantes, ou do jeito mais gostoso, no forno! Ahahahaha deixe por uns 10, 15 minutos lá e proonto! Você vai saber que está no ponto quando aquele cheiro de felicidade começar a invadir sua casa, and that, my friends, é alheira! :B Só não esqueça de fazer uns furinhos nela com um garfo para ela não explodir dentro do forno #experienciapropria hahaha

enjoy












sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Subindo na escala social pela gastronomia "Peru Sabe: La Cocina, Arma Social!"

Quando estávamos em Arequipa, por termos ficado na casa do David, que é peruano, conseguimos entender bem o espírito dos peruanos no quesito comida. Eles têm uma diversidade tão grande de alimentos e valorizam muito isso. Sem contar que as refeições são muito fartas. No meio disso, o David comentou com a gente que faz alguns anos começou esse movimento de “amamos a gastronomia peruana” dentro do país, e que um dos responsáveis por isso era o Gastón Acurio - o Alex Atala do Peru, se me permitem, hehehe

Fuçando em uns filmes, vi que o próprio Gastón fez um documentário junto com o chef espanhol Ferran Adrià, “Perú Sabe: La cocina, arma social!”,  justamente sobre como a gastronomia está funcionando como um agente de inclusão e transformação social para pessoas que não tinham muitas alternativas na vida. Eles falam diversas vezes que hoje o sonho de um jovem não é ser jogador de futebol ou atriz, mas ser um chef. 

Uma parte do documentário foi gravada em Machupicchu, já que eles também tratam da cultura inca. Além disso, o filme mostra casos em que algumas famílias resolveram - por força maior ou não - mudar de área profissional, e escolheram trabalhar com o cultivo de alimentos orgânicos, ou que começaram o plantio de cacau como alternativa à plantação de coca, por exemplo. Ah, e o Atala também tá lá :D 

Eles visitam a Pachacútec, que é uma escola de gastronomia sob direção do Gastón. Ele explica que o curso tem duração de três anos, mas que o primeiro é como se fosse uma reconstrução da vida dos estudantes que, em geral, tiveram uma história bem difícil até aquele momento. 

"Hay que verlo porque es un sopro de otimismo!" - Ferran Adriá 
Clicando aqui dá para assistir online ou fazer o download do documentário :) 





“Sabes lo que tenes y sabes como hacerlo” é a frase que o Adrià usa para dizer o porquê das coisas estarem indo bem no  Peru. Tipo, com um bom solo e sabendo o que a região em que a pessoa mora pode oferecer, dá para saber o que é possível produzir ali e como fazer isso. Eu sei que cada país é um país, mas acho impressionante que aqui no Brasil a gente esteja acostumado a sempre comer o mesmo tipo de milho, o mesmo tipo de batata, o mesmo tipo de arroz... sendo que ali no Peru é super normal você ir a um mercardão e encontrar essa variedade que encontramos no Mercado de San Pedro, em Cusco:






quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

A comida nas ruas de Campinas

O complicado de dirigir com o vidro do carro aberto a essa hora não é a violência de Campinas, mas o cheiro que você vai sentindo cada vez que vira uma rua. Ali vai ter um restaurante que, como na rua que você acabou de deixar para trás, tem o cheiro do feijão sendo cozido com calabresa e bacon… você atravessa mais um quarteirão e agora é o bife acebolado que fica te lembrando que ainda são onze horas, e ainda falta uma hora para o almoço. Mas fico feliz quando chego em casa, abro a porta e, aqui também, o ambiente está tomado pelo cheiro do feijão recém colocado na panela de pressão - ele ainda está praticamente cru, é certo - à espera de ser refogado com cebola e alho, inebriando qualquer um que esteja na casa ou nos arredores dela. Seu pólen só traz uma conclusão, uníssona, em alto e bom som, enquanto a tampinha da panela dá voltas infinitas pelo vapor: COMO É BOM COMER!


quinta-feira, 29 de março de 2012

Milão: Temakeria Brasileira

foto de Giuliana Ananias Wolf
Lugar de onde eu avistei o Temakinho :)















No Brasil as Temakerias estão bem na moda, né? Pelo menos em Campinas, muita gente que eu conheço já trocava o cachorro-quente de depois da balada por um temaki! Mas por incrível que pareça, não é tão fácil de encontrar aqui em Portugal, mesmo nos restaurantes japoneses que eu já fui, não foi em todos que eu encontrei. 

Então, quando fui pra Milão, estava lá andando à toa, bem turistona mesmo com a câmera no pescoço e tal, quando de repente, ví uma Temakeria! Que não só era temakeria, como era uma Temakeria Brasileira!!! Como já fazia uma meia hora que eu tinha comido pela última vez, achei que já merecia outra paradinha hehe #gordisse

foto de Giuliana Ananias Wolf
Jantar com direito à Brahma!!! :)

Fui atentida por uma garçonete, claro, brasileira! Ela me contou que estava fazendo intercâmbio também, lá em Milão e que o primo trabalhava junto com ela no restaurante, que aliás, tinha sido aberto há apenas uma semana! Conversamos um pouquinho, ao som de bossa nova, muito bom! Pelo o que eu percebí, era a única cliente brasileira naquele momento, mas fica essa dica para os brasileiros que forem passar ou estiverem por Milão! :)

Segue o endereço: 
Ripa di Porta Ticinese, 37
20143 Milano
Tel. +39 02 8356134

 Giu
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