No meio de tudo que você precisa comprar e preparar para um mochilão tem tanta coisa, que você pode acabar esquecendo cartões de memória extras, assim como eu, esperta.
Chame de ingenuidade, burrice, whatever, haha, mas fomos passar 15 dias viajando e eu levei um cartão de memória com 8gb e um pen drive com a mesma capacidade, apenas. Óbvio que em uns 5 dias tudo isso já estava cheio.
Por sorte, estávamos em La Paz e fomos ver quanto custava. Para surpresa e felicidade, tanto o pen drive, quanto um cartão de memória, ambos com 8gb, custavam 80 Bs, uns R$ 30! No Peru, custava o mesmo, só que em Soles, e devido ao câmbio saía um pouco mais caro, cerca de R$ 65.
Aqui no Brasil me lembro que a última vez que pesquisei o preço para essa capacidade, estava entre R$ 60 e R$ 150 (isso lá no Boulevard Monti Mare, na Paulista, que em geral é mais barato que o normal).
Dica dada! Nada de ficar desesperado porque encheu seu cartão com fotos do Salar, pode sair tirando um milhão de fotos de novo, uhuuuul
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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
6 motivos para visitar a Bolívia
Uma amiga veio me perguntar se ela deveria ir para a Bolívia, apesar da pobreza e da desorganização. Mas é claro! Acho que nós brasileiros já temos uma certa familiaridade com as duas coisas, seja com maior ou menor intensidade, então não é um drama daqueles.
Não que a realidade da Bolívia seja igual à do Brasil, mas a gente consegue reconhecer o Brasil em algumas situações ali. E, além disso, ainda que não fosse possível fazer essa relação, as paisagens, desertos, comidas e a tentativa de entender melhor a cultura e a dinâmica desse país fazem a visita valer a pena.
Não só esse, como vários outros pratos bolivianos merecem atenção. A Bolívia está tão perto do Brasil e tem uma culinária a aproveitamento dos ingredientes diferentes de como fazemos aqui no Brasil. Lá, por exemplo, o milho faz parte das refeições e as espigas são menores, mais grossas e os grãos bem maiores.
Esse tá na lista de lugares para visitar. Eu não sabia, mas a Bolívia tem uma região que produz vinhos, Tarija. Provavelmente não é um Chile, mas eu achei gostoso o único vinho boliviano que provamos, esse Aranjuez. Sem querer, trouxemos uma garrafa dele para o Brasil. Compramos em La Paz, sempre achando que tomaríamos amanhã ou depois... até que a garrafa chegou intacta ao Brasil por falta de oportunidade, coitada...

Não que a realidade da Bolívia seja igual à do Brasil, mas a gente consegue reconhecer o Brasil em algumas situações ali. E, além disso, ainda que não fosse possível fazer essa relação, as paisagens, desertos, comidas e a tentativa de entender melhor a cultura e a dinâmica desse país fazem a visita valer a pena.
1 - Deserto de Sal, Deserto de Salvador Dalí, Montanhas, Lagoas....
Eu já falei aqui sobre o quanto eu fiquei impressionada com o Salar, todos os desertos pelos quais passamos, as montanhas, lagoas coloridas, flamingos, árvore de pedra... tudo é muito diferente da beleza natural com a qual estamos acostumados no Brasil. Isso tudo durante esse tour de três dias que a gente fez em uma 4x4. Uma coisa legal de você perceber nesse passeio é sobre a pouca disponibilidade de recursos - sem os quais não vivemos quando estamos na nossa vida "normal".
Essa foto aqui embaixo é a frente do hostel onde passamos a primeira noite no tour do Salar do Uyuni, "Hospedaje el Barroco". O lugar era muito simples, mas tinha camas ok e a comida da janta estava uma delícia, uma sopinha com gosto de feita por vó.
Para tomar banho quente, a gente precisava pagar 10 bolivianos e existia só um chuveiro para cerca de vinte pessoas. O resultado era fila e um monte de gente reclamando, quando, na verdade, ninguém saiu do hostel para olhar no meio de onde estávamos! Tipo, no momento em que você compra esse tour e sabe que está comprando o padrãozão, não adianta chegar e esbravejar porque não tem isso e não tem aquilo, porque, afinal de contas, você está no meio do deserto e o que pode ser oferecido já está ali.
Talvez eu estivesse me preparando muito psicologicamente, então eu esperava uma coisa muito mais rústica. Mas achei ok abrir mão de várias comodidades por três dias e ver coisas que eu pensava que demoraria muito mais para conseguir visitar:
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| Onde passamos a primeira noite do tour |
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| O dia estava assim quando chegamos nesse hostel, em Gualajara, onde passamos a segunda noite do tour |
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| De manhã, acordamos e tinha nevado! |
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| Lagoa com flamingos |
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| Laguna verde - visitamos no último dia |
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| Laguna rosada - uma pena que pelo tempo a cor não tenha ficado tããão legal |
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| Árvore de pedra |
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| Deserto de sal quase no pôr do sol |
2 - As lhamas e alpacas
Me mostre uma pessoa que vê lhamas e alpacas e que continue agindo normal e eu te direi: essa pessoa não tem coração. Esses animais são a coisa mais fofa de todos os desertos da Bolívia e dá vontade de abraçar todas elas. Pena que elas correm de você. Mas para complementar a fofura - hold it - elas cospem como um movimento de defesa, tipo, come onnnn, impossível não amar esses bichos. O Marcos, nosso motorista no tour, disse que uma lhama adulta pode ser comprada por 800 Bs.
Além de bonitas e fofas, a carne delas é MUITO gostosa. Eu provei carne de lhama ao molho de ervas finas, então ela ficou com uma textura mais parecida com a carne bovina. No entanto, em geral, ela é preparada como o charque aqui do Brasil, seca.
Eeeeee, além de ser bonitas, gostosas e fotogênicas, lhamas são úteis também. Muitas vilas vivem da venda do pêlo delas, que é usado para fazer blusas, touquinhas, luvas etc. Segundo o pessoal que vende esses artigos, o pêlo da alpaca tem mais qualidade para produção desses itens, no entanto, as alpacas estão localizadas mais ao norte, na região de La Paz, de acordo com o que nos disseram. Essas fotos abaixo são todas de lhamas, quando estávamos no sul da Bolívia.
3 - Artesanato Andino
Engraçado, eu pensava que usar touquinhas, luvas e aqueles tecidos andinos fosse coisa de turista, mas não! Na Bolívia (e também no Peru), a gente vê as pessoas que vivem ali e trabalham utilizando bastante! As mulheres carregam bebês nesses panos, usam para colocar o material que vendem na rua... e os panos são bem grandes, feitos de pêlo de alpaca ou de lhama. E o melhor: o preço SEMPRE é negociável.
Esse senhorzinho era tão, mas tão gente boa! Quando chegamos na loja dele, que ficava no centro de Sucre, ele estava fazendo essa touquinha que aparece no colo dele na foto de cima. Pedi que ele fizesse mais um pouquinho para filmar e mostrar a técnica dele:
4 - Provar um "Pique a lo macho"
Santa Cruz de la Sierra foi a primeira cidade da Bolívia que conhecemos. Lá, nos disseram que tínhamos que provar o prato, que é típico de Sucre. Na hora do almoço, quando já estávamos em Sucre A gente não sabia como ele era, então cada um pediu um prato diferente. O problema é que, em geral, poucas pessoas conseguem comer esse prato, né. Acho ele muito bom para dividir, petiscar. Um detalhe: é bem apimentado.Não só esse, como vários outros pratos bolivianos merecem atenção. A Bolívia está tão perto do Brasil e tem uma culinária a aproveitamento dos ingredientes diferentes de como fazemos aqui no Brasil. Lá, por exemplo, o milho faz parte das refeições e as espigas são menores, mais grossas e os grãos bem maiores.
5 - Conhecer Tarija
Esse tá na lista de lugares para visitar. Eu não sabia, mas a Bolívia tem uma região que produz vinhos, Tarija. Provavelmente não é um Chile, mas eu achei gostoso o único vinho boliviano que provamos, esse Aranjuez. Sem querer, trouxemos uma garrafa dele para o Brasil. Compramos em La Paz, sempre achando que tomaríamos amanhã ou depois... até que a garrafa chegou intacta ao Brasil por falta de oportunidade, coitada...
6 - Observar isso:
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| Taxi que pegamos em Sucre, saindo do aeroporto |

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| No Mercado Central de Sucre |
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| Pelas ruas de Santa Cruz de la Sierra |
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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Deserto de Sal na Bolívia: onde fica, quanto custa, como é
Chegamos em Uyuni um pouco depois da meia noite. Vínhamos de Potosí, o caminho inteiro de chuva, frio e o contorno por várias montanhas, bem bonito! O único problema é que Uyuni é uma cidadezinha no meio do deserto e chegamos lá debaixo de chuva, à noite e sem lugar para dormir. Havia uma agência de turismo aberta e foi onde entramos. Estávamos com mais um casal, o André e a Yasmine, que conhecemos no aeroporto de Sucre, assim que chegamos de Santa Cruz de la Sierra. Quando entramos na agência, encontramos outros brasileiros com o mesmo problema que a gente: sem lugar para dormir e sem um tour para o dia seguinte. Já tínhamos decidido que queríamos o tour de três dias e esperamos para comprá-lo lá em Uyuni.
Desde Sucre tentávamos comprar o passeio, mas em virtude de o Rally Dakar ter acontecido no deserto dos até o dia 12 de janeiro, eles só reabririam para os tours a partir do dia 14 e todas as agências nos aconselharam a comprar lá, devido a essa incerteza de quando realmente os tours voltariam. E nessa também deixamos de fazer booking para um hostel. Boa, time!
Em um só dia fomos de Sucre para Potosí e de Potosí para Uyuni, por isso chegamos tão tarde. Pagamos 15 bolivianos por esse primeiro trecho e mais 20 bolivianos pelo segundo, bem barato. Os preços são totalmente negociáveis, então a gente sempre conseguia desconto, já que comprávamos para quatro passageiros.
Uma coisa essencial na Bolívia é pedir para ver os ônibus PESSOALMENTE antes de fechar a compra... esperávamos o ônibus estacionar para concordar em comprar os tickets. Quem vende os tickets também já está acostumado com a exigência, então às vezes já dizem logo de cara "el bus está ahí, pudes mirarlo"!
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| Pagamos 15 bolivianos pela passagem desse ônibus, que pelo menos não quebrou nenhuma vez durante a viagem |
Bom, chegando em Uyuni (de novo, hehe), entramos na agência de turismo e a mulher disse que tinha vagas em um hostel, e que aquele era o único livre na cidade. Acontece que ela não iria reserva-lo para nós, a menos que fechássemos o tour com ela. Foi um tempão nesse impasse, até que todo mundo cedeu, afinal, já era meia noite e sei lá quanto e ninguém mais tinha forças.
Pagamos 60 bolivianos pelo hostel e mais… 900 bolivianos (cerca de R$ 310) cada um pelo tour de três dias, que é feito em um 4x4 com sete passageiros + o motorista. No preço estava incluso:
- 2 noites em hostel no deserto;
- 2 cafés da manhã;
- 3 almoços;
- 2 jantares.
O preço foi mais caro que esperávamos, mas a justificativa é que o Dakar tinha feito a procura pela cidade aumentar e tinha muito turista lá nessa data. Esperávamos pagar cerca de R$ 250 ao invés dos R$ 310, mas era o que tinha na hora. Pagamos.
Agora vem a parte do “você quer ouvir primeiro a notícia boa ou a ruim?”: ali, no ato em que fechamos, a mulher que nos atendia já avisou que no primeiro hostel teríamos que pagar 10 bolivianos para tomar banho quente, e que no segundo hostel não tomaríamos banho, porque não tinha chuveiro, nem água. A coisa boa foi a sinceridade dela, né.
De tudo isso, se for para eu recomendar alguma coisa, seria: não chegue em Uyuni tão tarde, ou já deixe um hostel reservado. Isso é bem lógico, e dá para encontrar os hostels pelo hostelbookers, ou mesmo o hostelword :) Além disso, diria também: leve dois rolos de papel higiênico e pelo menos um pacote de lenços umedecidos.
Aqui vos apresento a primeira imagem que tive do Salar do Uyuni:
Aqui nessa foto esse trecho de deserto ainda não está alagado. De novo, pode ser óbvio, mas como para mim não era, explico: o deserto fica muito legal quando está alagado. Por ser de sal, ou seja, ter o solo todo branco, quando chove, ele alaga e reflete o céu, as nuvens, o sol e os turistas que ficam lá com cara de bobo - mas não é para menos! Ou seja, apesar do perrengue de termos chegado enquanto chovia em Uyuni, demos sorte, porque quando fomos para o deserto no dia seguinte, ele estava exatamente como queríamos, ALAGADO, desse jeitinho aqui embaixo:
Eu gosto muito de comer e de conhecer a comida dos lugares, então tava curiosa para saber como seria nosso almoço. Com pouquíssima cerimônia, o Marcos, nosso motorista, preparou enquanto a gente tirava fotos, bem ali, na traseira da 4x4:
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| Achei bem legal que eles perguntam se algum dos 7 passageiros no carro é vegetariano. Se sim, a pessoa tem uma comidinha preparada para ela! |
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