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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Trilogia musical em Fortaleza

Em agosto fui passar um final de semana em Fortaleza. Não voltei mais morena, mas confesso, com uns quilinhos a mais e umas músicas na cabeça :) 

Fiquei na casa da Karine, que já tem histórico por aqui. A programação foi bastante intensa e, com certeza, a mais “insider” que eu já tive em Fortaleza. Essa foi a terceira vez que eu fui para a capital do Ceará, e foi como se eu tivesse visitado uma nova cidade! 

Eu cheguei na sexta-feira umas 23h e já fui direto para uns bares, com direito a três paradas. Mas o que eu quero falar aqui, em especial, é da trilogia musical que aconteceu no sábado! 


Fomos no Kukukaya para abrir a noite. Chegamos lá umas 20h para o forró que acontece lá e é bem famoso. Mas a gente se enganou com o horário e, quando chegamos, o que estava rolando era um samba — mas a viagem super valeu a pena. Samba de raiz, com direito a um grupo reunido em volta da mesa tomando uma cervejinha. Ah, sem contar que o lugar era enorme e bem decorado. À primeira vista, pode parecer um pouco turístico demais, mas, depois, você começa a reparar quem está lá, e vê que se trata, na verdade, de muita gente da própria cidade e tal. Ah, o bônus da noite foi um grupo de dançarinos que estava todo reunido lá, independente da casa, mas que estava dando um show! Fomos embora quando o samba acabou, mas com certeza quero pegar o forró de lá na próxima ida à Fortaleza. 



De lá, fomos para o Acervo Cultural. Aquela era, aliás uma noite emblemática para o lugar. Era a última festa da casa :( A proposta deles era super original: misturar poesia, teatro, música, tudo em um só lugar. Naquele sábado, a programação tinha um sarau (linnndo, btw), e show de 3 bandas, que eu aqui chamo de trilogia musical hahaha: Nômades para abrir a noite e Os Transacionais para fechar. EEEEEEE a que eu maais me diverti: Leite de Rosa & Os Alfazemas!

Mas antes preciso contar sobre o show. Foi apenas incrível! Eles tocam os melhores clássicos bregas para todo coração romântico e abandonado! Nada como estar em um lugar onde você pode cantar a plenos pulmões sucessos como Fogo e Paixão, Garçom, Alô, É O Amor e, claro, o hino de todo coração que já sofreu, de todo amor enrustido, (e de toda voz desafinada): EVIDÊNCIAS!

Lembro que quando tocou essa música, o salão, que já estava lotado, parecia que tinha ainda mais pessoas do que nas músicas anteriores, tamanho era o fervor com que todo mundo cantava. Eu pergunto e você pode responder sinceramente: tinha como ser diferente? Não, não tinha! Todos sabemos disso!

No meio desse clássico esplêndido, até o vocal, Adriano Uchôa, olhou para o companheiro de banda com uma expressão de "Sério que essa música ainda faz tanto sucesso?!!!". O show foi sensacional, daqueles que você sai com a alma lavada! Se alguém tiver com viagem marcada para Fortaleza, chega de mentira, de negar o seu desejo e vá na gravação do DVD do grupo, que imagino será ÉPICA, no dia 21 de novembro.  O nome do lançamento? Cabaré da Saudade. Isso é ser brega ou não? Sim e com muito orgulho <3








Além da comida, das praias, do forró e do povo Fortaleza tem muita banda boa para se orgulhar! Na próxima ida para lá, quero ir em outro show. E se eles vierem para cá, não perco :)

Qual a música brega do seu coração???

domingo, 3 de agosto de 2014

Você tem fome de quê? - Edição Minnesota

A vida tem ironias. A Fernanda sempre gostou do tom das batatas, então seguia a vida dentro dessa escala de cor: arroz, batata, batata frita, franguinho... verde, rúcula, alface? Nunca! vermelho, morango, tomate, pimentão? Jamais!

Aí ela foi fazer um intercâmbio nos Estados Unidos, onde eu sempre imaginei que seria o paraíso para tal paladar. Mas, como eu disse, a vida tem ironias. E acabou que ela foi morar na casa de uma família... vegetariana!

Achei muito curioso porque, primeiro, para mim, viajar é antes de tudo comer as coisas típicas da cidade/país. Segundo porque, oras, comer é bom mesmo e pronto! Pedi, então, que ela contasse como tem sido a experiência: o que ela mais sente falta do Brasil e o que ela mais gostou de comer e conhecer em St. Paul, capital de Minnesota!

Fernanda Domiciano
A Fer é jornalista - estudamos juntas na faculdade!

“Quem me conhece sabe que eu nunca comi direito e sempre tive muito receio de novas experiências gastronômicas. Nunca, por exemplo, tinha comido alface e rúcula (parece mentira, mas é verdade). Vim morar na casa de dois vegetarianos, com uma filhinha de um ano e meio que chora porque quer mais beterraba! Estou me adaptando e comendo coisas que obviamente tem no Brasil, mas que eu nunca tinha comido, porque para isso, precisava sair da minha zona de conforto. 

Os Estados Unidos não é um país muito conhecido por sua gastronomia, né? Na verdade é, mas por hamburguer e pelas redes de fast food... O que tenho percebido é que temos uma imagem meio deturpada da alimentação americana. Antes de chegar aqui eu realmente pensava que eles comiam hambúrguer e batata frita todo dia. Quando conto pros americanos que conheço, eles morrem de rir.

É claro que aqui tem hambúrguer - mas confesso que vejo muito mais restaurantes Subway do que Mc Donalds - mas as pessoas parecem não comer isso o tempo todo, pelo menos em casa. Além da casa que estou, já passei três dias em uma outra - que não tinha membros vegetarianos - e as refeições foram parecidas. Muita verdura, legumes e frutas no jantar. 

Fui em uma festa pra ver o final da Copa do Mundo, no dia que eu cheguei, e as pessoas comiam muita cenoura crua, como se fosse batata frita. Vi gente comendo cenoura desse jeito em um evento de ski aquático. Um família colocou suas cadeirinhas pra ver o show, abriu uma cesta e tirou um potinho cheio de cenoura. Abriu um outro potinho de humus, molhou a cenoura e comeu tudo.

Minnesota, St. Paul
Aqui quando tem evento free as pessoas levam cadeirinhas, estendem um pano e fazem pique nique!

Esses dias, por exemplo, tomei suco de xarope de limão, com morango e banana congelada. Adorei! Acho que vou congelar umas bananas no Brasil pra imitar!

Mas o que eu mais gostei foi das panquecas com Maple Syrup. O Maple Syrup é um xarope, proveniente da árvore Maple. Lembra um mel, mas é menos doce. Uma delícia!!! Eles colocam nas pancakes e comem no café da manhã. Dá pra acrescentar blueberries, ou o que você quiser. O que eu mais gosto é de colocar pasta de amendoim!

comida típica Minnesota
Acho que vou levar Maple Syrup para o Brasil. Também queria levar cream cheese sabor morango, mas não sei se dá certo levar isso no avião. As vezes também tem aí, né? Se tiver, me avisa, porque é muito delícia!



comida típica Minnesota
Comi as panquecas nesse restaurante, que é meio um trailer. Ele funciona desde 1939!





Outro docinho que gostei foi o famoso marshmallow. Não é só coisa de filme, é realmente tradicional em acampamentos! Eles colocam os marshmallows em gravetos, na fogueira. Quando o marshmallow tá tostadinho por fora e mole por dentro, eles colocam no meio de uma bolacha doce, com um pedaço de chocolate. Fica muito gostoso porque o chocolate derrete com o calor do marshmallow. Comi a noite inteira!!! 

Mas o prato tradicional mesmo de Minnesota é o wild rice. O sabor parece de uma canja, só que a textura é mais grossinha. 

comida típica Minnesota
Wild Rice de Minnesota!




Como boa brasileira, em casa, comia arroz e feijão quase todos os dias, então é algo que faz falta. Semana passada mesmo, eu tava louca para comer um arrozinho! O jeito foi ir num restaurante chinês, mas confesso que achei muito temperado, não gostei tanto. Por sorte, aqui na casa que estou morando o pessoal quer aprender muito sobre o Brasil, então até encontraram um top 15 comidas brasileiras e estão empenhados em fazer algumas delas. 

Na semana passada, eles fizeram pão de queijo e já me avisaram que vão tentar fazer caldo de feijão. Retribui com um brigadeiro que foi servido para alguns amigos deles.  Todo mundo falou que tinha adorado, que o sabor era ótimo e perguntaram como eu fazia esse doce tão gostoso!  #chupaJamieOliver, hehehhe."

A Fer termina a viagem em umas duas semanas. Para quem gostou, até lá, ela tá contando um pouco do que vê no blog Vi(ver) na Cidade!

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Cachaça de Paraty: Maria Izabel

Eu gosto de cachaça, de gostar mesmo. Mas tenho que confessar que queria conhecer o alambique da Maria Izabel, antes de tudo, porque queria conhecer a Maria da Maria Izabel, sabe? E, claro, depois a cachaça dela. 

Apesar dela ter avisado que deveríamos ligar antes de aparecer por lá, decidimos ir no domingo que estávamos em Paraty, antes de voltar para Campinas, sem avisar mesmo. 

Paraty tem cerca de sete alambiques e, dentre todos eles, o único que não tem nenhuma sinalização para chegar, é o da Maria Izabel. O mistério já começa daí. Tínhamos visitado quatro alambiques no sábado, e deixamos dois para o domingo. Quando estávamos indo para o da Maria Izabel, tínhamos um mapa, mas não achamos a saída. A gente já suspeitava que ela não colocasse nenhuma sinalização pela estrada. Um senhorzinho ajudou e logo achamos a saída certa, e, depois de uns cinco minutos, chegamos na porteira do sítio dela. Que lugar lindo. 

Estacionamos e fomos entrando. A primeira cena que vimos foi essa:

cachaça Maria Izabel Paraty

A Maria que eu queria conhecer estava realmente ali, tal como tinha visto antes na internet: descalça. Engraçado que a gente repare tanto nisso e que acabe achando tão exótico o que, na realidade, é tão natural. 

Pegamos a metade da explicação que ela estava dando para os três casais que estavam lá. Muito, muito calma ela explicava como cada cachaça era feita, a diferença entre cada um dos rótulos, tempo de armazenamento e tipo de madeira. Engraçado que essa visita é grátis e todo mundo pode provar as cachaças - e ela faz questão que as pessoas experimentem! Super atenciosa, ela respondia todas as perguntas com a maior paciência, batia papo... tranquila, tranquila! 

Enfim, a Maria Izabel era tudo aquilo mesmo que eu pensava e as cachaças dela ainda mais! 

cachaça Maria Izabel Paraty

Ela produz quatro tipos de cachaça:

 - a branca, armazenada em tonéis de jequitibá; 
 - a envelhecida, armazenada por no mínimo 12 meses em barris de carvalho; 
 - a Cachaça Azulada, essa aqui só dá para comprar lá no alambique dela por motivos de: no processo de destilação, são colocadas folhas de mexerica no caldo da cana já fermentado. O problema desse processo é que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) (ainda) não tem como verificar a procedência das folhas usadas (oh céus). Dessa maneira, não consegue certificar que ali estão sendo utilizadas as boas práticas de fabricação. Mas essa cachaça é um espetáculo! Você dificilmente encontrará fora de Paraty, até porque, essa é uma das “especialidades” da cidade! 
 - a última é a Reserva Especial, envelhecida em barris de carvalho por mais de dois anos! 

cachaça Maria Izabel Paraty

Daí beleza, a pessoa mora num sítio num cantinho lá de Paraty, num finzinho de mundo. E aí, você vai fuçar e descobre que quem criou o rótulo da garrafa dela foi ninguém mais, ninguém menos que o mesmo cara que fez a capa dos livros da série Harry Potter, Jeff Fisher! 

cachaça Maria Izabel Paraty
Apesar do Lula também curtir uma caninha, foi o Fernando Henrique Cardoso que, em 2001, assinou um decreto que determinava que uma bebida só seria juridicamente reconhecida como "cachaça" se fosse o destilado feito a partir do suco da cana-de-açúcar E produzido dentro do território brasileiro. Então, sim! Se é cachaça, obrigatoriamente é brasileira <3 

Para saber mais: www.mariaizabel.com.br

domingo, 29 de junho de 2014

Um homem precisa provar. Por sua conta, não por meio de imagens

"Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu." 

Sabe essa frase? Então, digamos que ela me motivou a fazer o que eu fiz. Imagina a cena: Lapa, Rio de Janeiro bombando durante a Copa, terceiro bar da noite e contando. Todo mundo já enxergando azim. 

Chegamos na Casa da Cachaça, no meio de todo o movimento da Mem de Sá. O plano era pedir pela tradicional e imperdível cachaça de gengibre. Chegamos, pedimos... enquanto nós quatro esperávamos pela dose, alguém disse rindo, OLHA SÓ, CACHAÇA DE FEIJOADA. 

Não pedi, mas fiquei com aquilo na cabeça né hahaha Pensei: adoro cachaça, adoro feijoada!

Fomos para a calçada e quando voltei para pegar mais uma dose, achei que devia provar, porque, você sabe... "um homem precisa viajar por sua conta, não por meio de histórias" HAHAHA comecei a perguntar para o pessoal que trabalha lá quem já tinha provado. Perguntei pra três caras, nenhum deles. Aí uma menina que tava no balcão disse que já tinha tomado aquela e a de alho. Já fazia tempo que tinha passado da meia noite, então eu tava muito corajosa... mandei trazer! oh céus. Acho que pela minha coragem, a menina me deu como "prêmio" uma dose da cachaça de alho também. 

rio de janeiro cachaça



A moça me trouxe as duas doses e eu ficava adiando começar a tomar com a desculpa de que tinha que explicar para dois portugueses que tavam ali do lado a diferença entre cachaça e aguardente. Mas, no final das contas, tomei.

Olha, não foi legal, não HAHAHA. É bem óbvio que eles só deixam essas garrafas lá para quem tá muito bêbado ou com coragem...  Como diz uma amiga minha "Não GOSTO de tudo que você come, mas sou fã número um do PROVAR!", tô mantendo esse raciocínio :) 

domingo, 4 de maio de 2014

Comida di Buteco de Campinas: peregrinação pelos bares

Eeeee beleza, mais uma edição do comida di buteco se encerra hoje. Esse ano eu queria ir no máximo de bares que conseguisse e, como pouco disciplinada que sou, deixei tudo para a última hora, mas pelo menos consegui bater meu recorde. Dos 24 bares, fui em 8. Ah, um terço vai... 

Diferente do ano passado, os petiscos não tinham que seguir um tema. Acho que isso empobreceu o concurso, porque vários bares usaram algum prato que já estava no cardápio, ficou meio sem graça. Perguntei para o dono de um dos bares e ele disse que o pessoal do Comida di Buteco tinha resolvido dessa maneira porque em 2013, quando o tema era mandioca, eles acharam que o público ficou um pouco enjoado de comer pratos com mandioca em todo bar. Anyway.

Bom, uma coisa que não é todo mundo que sabe, é que para manter a qualidade dos botecos que participam do Comida di Buteco, a própria cúpula do concurso é que convida cada bar. Os estabelecimentos não podem se inscrever. Um dos critérios que o bar deve preencher é ter a cerveja como bebida principal. Tanto que nas fichas de votação, dentre as perguntas, estava "como vc avalia a temperatura da cerveja?". Bem pensado!

Ontem era o último sábado em que o concurso ia tá rolando, então decidimos fazer uma peregrinação e, com muita fé, conseguimos ir a cinco bares:

Rei do Joelho 

Eu ADORO ir lá, mas achei meio sem graça eles não terem criado nenhum prato novo, mas só ter reutilizado o pastel de joelho de porco, por mais saboroso e gostoso que ele seja.

Quem me conhece sabe que esse é o bar que eu mais gosto de ir e ao qual eu mais sou fiel, mas gostaria de provar algo diferente, já que se tratava do Comida di Buteco. Mas, mesmo assim, palmas para essa maravilha:

comida di buteco 2014
Pastel de joelho de porco com catupiry
Como a gente já estávamos lá mesmo, resolvemos pedir o bolovo deles, que é sensacional também. Essa outra maravilha dispensa explicações, enfim, nem tem muito o que falar, são só suspiros:

comida di buteco 2014











Rei do Joelho
Rua Osvaldo Cruz, 137 - Taquaral 
Tel: 19 3255-2017
Abre ter/sex 11h-23h30, sáb 11h-16h 

Bar do Nicola 

O segundo lugar da maratoma foi o Bar do Nicola. Nunca tinha ido antes e acho legal que o concurso tenha motivado a ida. Sempre via o bar cheio mas nunca tinha calhado de parar lá.  O bar estava bem cheio às 14h30, hora em que chegamos... pegamos uma das duas únicas mesas que ainda estavam vazias e logo o lugar ficou cheio de gente na rua, esperando pelas mesas. Dos bares que eu fui, esse é o que menos tem público, aparência e preço de boteco. Mas achei um lugar legal, tem cervejas importadas, um balcãozão para socializar e diz que lá sempre bomba no happy hour. Ah, e o atendimento é mesmo espetacular. Tem muitos garçons e eles são super solícitos. 

Mas quando a gente repara tanto em outras coisas é sinal de que a comida não surpreendeu. Não sei se eles já tinham o bolinho no cardápio, mas achei apenas ok. Assim, estava gostoso, mas não vou me lembrar muito dele daqui uns meses, ou mesmo querer voltar no bar para provar ESSE petisco em especial, voltaria para conhecer mais do cardápio, sim. Acho que faltou um fator desejo, talvez um bacon hahaha 

comida di buteco 2014
Petisco Brazuca: bolinhos de carne recheados com cream cheese e pimenta biquinho
comida di buteco 2014
 Bar do Nicola
Rua Dona Maria Umbelina Couto, 644, Taquaral 
Tel: 19 3305-9155
Abre ter/sex 17h-20h, sáb 12h-20h. 


Botequim da Zepha 

O botequim da Zepha foi nosso pit stop. Estávamos em quatro pessoas e tínhamos tomado exatas seis garrafas em cada um dos dois bares anteriores. Então todo mundo estava começando a ficar com o farol baixo.... Chegamos na Zepha, o garçom logo avisou que o petisco ia demorar um pouquinho para ficar pronto, porque na noite anterior tinha saído mais do que eles esperavam, e não tinha dado tempo de preparar para o sábado. Tudo bem. A cerveja estava bem gelada, o papo estava bom... fomos tomando devagarinho, intercalando com nossa amiga:

comida di buteco 2014
Adicionar legenda


Essa cachaça é super saborosa, envelhecida em quatro tipos diferentes de madeira, como diz ali no rótulo: umburana, itiuba, louro-canela e bálsamo. Não ardia nada a garganta, boa para quem tem medo da cachaça descer rasgando, hehehe. 

Passou mais um tempo e nada do petisco... fomos de cachacinha, cerveja e história: 

comida di buteco 2014
Chegamos ainda era dia, quando o petisco chegou, tinha recém escurecido. Mas aqui devo dizer: fomos surpreendidos. Valeu toda a espera! Estávamos procurando um petisco que nos fizesse pensar "Ah, aquele Comida di Buteco de 2014..." e esse era o caso! Tenho que dizer que essa foto não faz jus à delícia que o prato estava. Se tivesse que definir, diria que é um vinagrete que leva lascas de bacalhau ao invés de tomate. Muito saboroso messssmo. 

comida di buteco 2014
Punhetela: porção de lascas de bacalhau com azeitonas verdes, cebola e cheiro verde.
O rapaz que atendeu a gente disse que o correto seria o bacalhau ficar curtindo com a cebola e o azeite por um período mais longo, mas que pela grande procura e tudo mais, eles não estavam dando conta. O bom é que eu nunca tinha ido na Zepha, o ruim é que esse prato já estava no cardápio. Mas quando o negócio é bom, ele é e pronto. Esse foi o prato que fisgou todo mundo, sucesso da noite. 

Botequim da Zepha
Rua Uruguaiana, 1266 - Bosque
Tel: 19 9 9200-6639
Abre ter/sex 17h-22h, sáb 15h-22h


O Bar da Árvore - Maple Beer 

Como estávamos em quatro pessoas, cada uma tinha escolhido um bar e o último era o meu escolhido, o Bar da Árvore. Ele fica bem escondidinho numa rua residencial e é bem aconchegante. Dentro tem uma jukebox e tocava rock quando chegamos. 
O petisco deles era uma torradinha com rosbife caseiro, rúcula, gorgonzola e tomate. Achei que o gorgonzola pesou, talvez ficasse melhor sem. Mas era bem fresco, gostoso e simples.

comida di buteco 2014

Esse deveria ser nosso último bar, mas como comentamos em todos eles que estávamos fazendo uma maratona, já que sábado era o penúltimo dia do Comida di Buteco, tanto o dono do Bar da Árvore, quanto o pessoal do Botequim da Zepha, disseram que deveríamos ir no Quiosque da Horta. Estávamos recuperados e em plena forma, então resolvemos seguir as recomendações, e, eis que...

O Bar da Árvore - Maple Beer
Rua Olímpia, 50 - Chácara da Barra 
Tel: 19 9 8880-4122
Abre ter/sáb 16h30-22h

Quiosque da Horta

Bom! Essa também foi uma bela surpresa. Esse bar é, literalmente, um quiosque que vendia os legumes da horta que tem no terreno da calçada onde ele está. E, gente! Tem redes!! As mesas ficam embaixo das árvores ao longo da calçada, e as redes ficam lá, te esperando... A gente chegou de noite, mas deve ser uma delícia ficar lá sabadão a tarde, aquela preguiça combinada com sombra, cerveja fresca e esse petisco que o Rodrigo, dono do bar, criou: beringela recheada.

comida di buteco 2014



De uma certa forma, era até desleal com os dois últimos bares. Porque o bacalhau que comemos foi, realmente, imbatível. E sei que esse petisco é o que vai me fazer lembrar desse Comida di Buteco... mas é a vida. Na pior das hipóteses, é sempre legal para conhecer novos bares e pessoas. 

O Quiosque da Horta funciona faz apenas dois anos e, logo já no segundo ano de labuta, foi convidado para participar do concurso. Isso significa alguma coisa, né? Apesar da beringela não ter sido nosso petisco preferido, comemos três porções! Já era o último bar, então não precisamos ficar com receio de não caber tudo antes de terminar a peregrinação! Valeu muito a visita! 

Quiosque da Horta
Rua Doutor José Ferreira de Camargo, 1221
Tel: 19 3291-3248
Abre seg/sáb 12h-21h.

Além desses cinco botecos, eu fui em outros três participantes do Comida di Buteco, o Cultura de Bar, o Bar Preste Atenção e o Bar do Bigode e da Tia Eli. Com um salve para o bolinho de carne do Cultura de Bar <3 <3 <3. 
Bom, é isso. Estou ansiosa para saber quem foi o vencedor e já espero pela próxima edição. Ou qualquer outro concurso/orgia gastronômica! hehehe

Beijos

segunda-feira, 10 de março de 2014

Carnaval Lado B no Rio de Janeiro - O QUE TEVE

Fui passar o carnaval no Rio de Janeiro. Apesar da minha pouca vocação para sambas-enredo, blocos e afins, eu estava empenhada em participar de alguns dos 800 e tantos blocos que a programação do carnaval de rua desse ano previa.

Mas uma pessoa não foge à sua natureza e, em meio a tantas marchinhas, tenho que admitir que apesar de ter ido nos blocos Multibloco, na Lapa, e no Sargento Pimenta, o saldo final me faz ver que o que eu mais gostei de participar foi do bailinho ao ar livre da fanfarra Os Siderais, com participação dos chilenos da Banda Rimbambum e dos franceses do Les Vilains Chicots.

Tudo começou logo depois do show do Casuarina, que tinha acontecido na Praça Tiradentes. Eles tocaram no Largo São Francisco, entre o Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ e a Biblioteca Real - Gabinete Português de Leitura (que aliás, quero muito ver por dentro!) 












A maioria das pessoas estava fantasiada e parecia ter ido direto do bloco/show que fosse! Eu sou uma pessoa bastante incrédula e achava que "quase ninguém" saísse fantasiado no carnaval do RJ. E acabou que eu é que parecia um ET sem fantasia nenhuma! Mas tentei remendar com uma maquiagem mais extravagante, hehe. 


Voltando ao Largo São Francisco: o lugar estava bastante vazio comparado com blocos e a maioria dos lugares onde o carnaval se manifestava, mas gostei disso! Por isso o Lado B do título. Fomos para um lugar que não estava no roteiro e que na verdade ficamos sabendo porque uma das pessoas que estava com a gente - e que era do RJ - sabia e chamou todo mundo para ir! Goxtei e aqui embaixo tem um vídeo com os highlights - haha - do bailinho:



Isso me lembrou um pouco as festas que têm no IFCH da Unicamp. Embora eu não seja frequentadora assídua, a vibe parecia ser a mesma.

E o carnaval de vocês, QUE QUE TEVE?

Bjos!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Você sai de Portugal, mas Portugal não sai de você!

portugal porto ribeira


Oi gente! 

Cara de pau chegar assim, né, como se nada tivesse acontecido... eu disse que só ia sair pra comprar cigarro e nunca mais voltei. Mas tudo bem, sei que vocês são fáceis e nem ficaram esperando por mim,   nem choraram a despedida e já foram ler outro blog... HA!

Bom, indo ao que interessa, vou parafrasear a Samantha em "Sex and the City, O Filme", que disse que quando a Carry tivesse uma coisa realmente engraçada do que rir, ela riria, para dizer que, agora que tenho uma coisa realmente legal e nova, volto a postar! 

Não que nada tenha acontecido em todo esse tempo, mas nada que cumprisse tanto a proposta desse blog. 

Ok, vou parar de enrolar e contar! Duas coisas: a primeira é que eu achei um buteco purtuguêx aqui em Campinas! Com alheira, ginjinha e um português também pra te atender. Adorei, principalmente depois da minha desilusão de tentar comprar alheira no City bar (lugar que se diz português) e não encontrar! Logo coloco mais detalhes sobre isso! E dessa vez não é mentira. 

A segunda novidade é que uma portuguesa vem ficar em casa por dois meses! Um amigo meu da AIESEC aqui de Campinas, sabendo bem da minha vontade de viajar, e também da minha receptividade com viajantes, me perguntou se eu não gostaria de abrigar uma tuga pelo período que ela passasse aqui. Bom, ainda sei pouco sobre ela e também como nem mesmo a pobre sabe que tenho esse blog e que faço dela informação nesse momento, vou me abster de dizer muito. Era só para contar a novidade e dizer que o blog está ativo novamente! Yeyyy 

Esperem por mimmmmmm :) 

Beijos! 
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