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domingo, 27 de julho de 2014

Sobre ignorar seus conceitos


Quando estava no Peru, conheci um casal da Califórnia. Eles estavam na mesma van que a gente, voltando de Machu Picchu. Estávamos todos no último banco da van, aquele em que cabem quatro pessoas. Não falamos nada com eles, e a viagem estava indo bem...

Mas aí eles começaram a comer banana e a jogar a casca naquele espaço atrás do banco, um pseudo porta malas. Olhei pro Thiago e pensei "não acredito que eles tão fazendo isso". A gente já tinha visto muito gringo nessa viagem fazendo coisas que, normalmente, não fariam se estivessem no país deles, mas já que era Latin America, abriam uma delicada excessão. Por isso a chatiação. Bom, passou mais um tempo, o cara me pediu:

"Puedes abrir la ventana por favorrrrr?", com um baita sotaque, daqueles que não deixam dúvida quanto a nacionalidade da pessoa. Abri a ventana.
Fizemos uma parada no meio da estrada para comer e, enquanto isso, o motorista foi tirar algumas coisas do porta malas.. dentre as quais, as cascas de banana.
Voltamos para o carro. O gringo, depois de um tempo, viu que o Thiago segurava um livro em inglês e falou: 

"ah, sabes hablar ingles?"
"yes"

daqui para frente a conversa continuou em inglês:

"ah, pensei que vocês só falassem espanhol"
"não, na verdade a gente nem fala espanhol"
"ah... tá... desculpa"

Depois de uns segundos nessa situação desconfortável, o Thiago disse que éramos brasileiros e que, portanto, falávamos português. Conversa vai, conversa vem.. se passaram mais umas 5 horas de viagem, e não é que os dois eram super legais?

Combinamos de sair com eles na noite seguinte, em Cusco, para jogar bilhar e beber. Eles disseram que no hostel deles tinha um espaço legal e que era tranquilo levar gente lá, então deixamos certo. No dia seguinte, ainda nos recepcionaram com cuba libre e várias histórias super legais.

Nos contaram a história de cada um e de como o cara tinha ido para uma clínica de reabilitação quando os pais dele descobriram que ele fumava maconha, com uns 18 anos (hahaha). A menina disse que era, na realidade, mexicana, mas que foi para os EUA com dois anos de idade. Ele complementava dizendo que, pela nacionalidade da família dela, ele adorava as festas que eles davam - até a vó da menina gostava de encher o caneco (do jeito que deve ser!). Em compensação, a sogra dela só tomava uma cervejinha e já ficava toda alegre (e no dia seguinte negava tudo). Falaram do último presente de aniversário que ele ganhou, um kit para fazer sua própria cerveja, e de como os lotes ficavam muito bons - às vezes. Explicaram que os estados entre a costa oeste e leste dos Estados Unidos têm o apelido carinhoso de fly-over states, because there's nothing there to be seen. Contaram que um dos países em que passariam durante o mochilão de três meses deles, era o Braisl. Rio de Janeiro, São Paulo e carnaval de Salvador. Estava bom. Na realidade, estava ótimo. Combinamos até uma road trip pelos Estados Unidos. Entre toda a conversa, continuaram nos dando cuba libre, de acordo com a preferência de cada um: mais gelo, menos coca, mais rum... 

Subimos, jogamos bilhar, o time das meninas perdeu duas partidas. Coitada dela, que teve que jogar comigo - que adoro jogar, e mais ainda perder no bilhar. Decidimos sair para jantar depois dos jogos porque ninguém tinha comido nada ainda. Fomos descendo aquelas ruas de pedra de Cusco, enquanto o nosso anfitrião ia vomitando pelo caminho, dizendo que não era acostumado a beber tanto e coisa e tal...


quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Dublin: Noite de calouros no International Bar e algo mais...

foto de Giuliana Ananias Wolf












Das muitas ambições que eu tenho nessa vida, uma delas sempre foi ir à Irlanda, então, já que eu tinha muito pouco tempo sobrando antes de voltar ao Brasil, decidí ir para lá junto com algumas amigas que estavam indo me visitar em Porto :)

A gente estava bem anciosa por essa viagem, e como já tinha conversado com um irlandês e pego algumas dicas, a gente meio que já sabia pelo que esperar. Em uma das noites livres que tivemos, fomos a um dos bares que ele nos havia indicado, o International Bar. Gente, que surpresa o lugar! Quando se vê de fora, parece só mais um pub de esquina, mas assim que entramos, vimos que não nenhuma mesa estava disponível, então, o cara do balcão disse que tinha mais espaço no piso subterrâneo. A gente foi, né, com aquela gritaria de brasileira em Dublin, imagina... SÓ QUE, lá embaixo todo mundo estava bem quietinho, e tinha uma pessoa num banquinho em cima de um palco improvisado. A gente conseguiu ficar no último sofazinho livre, que ficava bem do lado desse palco (e que na verdade deveria ser usado de apoio por quem fosse perform something). Bom, sentamos, pegamos bebida e um silêncio total, todo mundo prestando atenção e suuuper calado. Depois de uns 10 minutos, entendemos que aquilo era, na real, um show de talentos! A cada pouco um levantava e ia tocar, ou ler poema, ou fazer um monólogo... A gente se sentiu tipo em um American Idol, só que melhor, né! ahahha 

Bom, lá pelas tantas, o barman que tinha recebido a gente veio com uns papéis assim, tipo umas fichinhas, e disse que para quatro pessoas ficava por 5 euros. A cerveja já tava fazendo efeito, então o que pensamos é que aquilo era o ticket que a gente tinha que ter comprado pra ficar alí embaixo. Compramos. Meia hora depois, percebemos que era uma rifa!! Valia o cd da banda do barman, ou uma garrafa de vinho!
Já que tínhamos comprado 4 rifas, não foi such a surprise quando chamaram nosso número hehehe pena que só tinha sobrado a garrafa de Vinho Australiano...  

Aí, depois de algumas rodadas de talentos, um pessoal foi indo embora e pudemos sentar num sofá melhor. Não demorou muito, um novo pessoal sentou na mesa ao lado da nossa. Dois meninos e uma menina, da nossa idade também. Coisa de bar, começamos a conversar, eles eram todos de Dublin e nós, na ignorância, pensamos que eles tinham ido como nós, para assistir. Engano nosso... Depois de um tempinho, um deles foi lá e deixou todo mundo impressionado! Achei esse vídeo dele cantando a mesma música desse dia, pena que não é a versão acústica, como na hora, mas fica a dica! O nome do mocinho é Eli Kaldwell (@EliKaldwell).


Saindo de lá, comemos os tradicionais "Fish and Chips". Tá, concordo que a apresentação não tava lá aquelas coisas, mas deu pra comer...

foto de Giuliana Ananias Wolf
Fish and Chips: comida de bar boooooa :)


Agora vocês podem tá se perguntando do que se trata esse 'algo mais' que eu coloquei no título, né? Bom, acontece que na manháã seguinte, que coincidentemente era nossa última em Dublin, estávamos andando em uma das pontes para ir até a degustação de whisky Jameson, quando pensamos em parar em uma das pontes que separam o norte do sul da cidade. É TUDO VERDADE O QUE VEM A PARTIR DAQUI, juro!

Eu e as meninas estávamos na posição para tirar a foto, enquanto a última arrumava o timer da câmera. Não sei o porquê, nesse momento eu cantava "Mas o Amor Não Deixa", da Wanessa Camargo (???? não me julguem)... aí que uma mulher passava ao mesmo tempo alí por perto e começou a olhar de um jeito estranho, mas passou por nós e continuou andando. Quando começamos a gritar para a Natasha vir pra foto - ela tinha ficado arrumando o timer - essa mulher começou a voltar, andando bem rápido, se aproximou de nós, especialmente desta que vos escreve neste momento. SE APROXIMOU BASTANTE MESMO, TIPO QUASE ENCOSTANDO NO MEU NARIZ E CUSPIU NA MINHA CARA!!! E saiu, como se nada tivesse acontecido!!! Abaixo está a foto do cenário...


foto de Giuliana Ananias Wolf
Ponte onde a cuspida aconteceu...
























É, pois é, as vezes isso acontece. Há quem diga que foi por culpa da música que eu cantava, mas nunca saberemos. Alguém sabe se existe alguma coisa que possa explicar isso ou se a pessoa só era louca mesmo?

Bom, é isso, beijos!

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Problemas na Itália: Entre Tapas e Beijos

Estação de trem de Milão, esperando o trem para Verona


Sempre que vamos programar uma viagem tentamos calcular a probabilidade de coisas que podem dar errado, mas eu imaginava situações do tipo "estou levando um casaco a menos, talvez eu passe frio". Mas é, o dia de todo mundo chega e viajando sozinho então, chega mais rápido ainda!

Quando decidí fazer minha viagem pela Itália, inicialmente eu e a Marta íamos juntas. Só que alguns planos foram mudando e cada uma decidiu ficar mais tempo em um lugar, mais em outro, então sempre rolava uma diferença no timing que cada uma chegava e a outra partia. A primeira cidade onde passei, tudo correu muito bem, obrigado! Milão tinha temakeria brasileira, brasileiros e host muito gente boa achado no Couch Surfing! Passei lá duas noites e a próxima cidade era Verona, para onde eu iria sozinha.

Você acha que em Verona tudo é romance?

Essas cidades menores da Itália, além de serem pitorescas, são mais caras e raramente têm hostel na área urbana. Então eu fiz uma reserva no Leoni Bed & Breakfast, que era próximo do que eu queria e também acessível. Bom, assim que cheguei à estação de trem, vindo de Milão, fui tirar dinheiro, já que esse e o meu próximo hostel não aceitavam cartões de crédito. Para minha sorte, e vocês já entenderão o porquê disso, escolhi tirar uns 100 euros. O dinheiro saiu, mas meu cartão foi engolido. Que beleza. Eu com uma mochila de 15 quilos nas costas, peguei o recibo do que tinha acontecido, fui até meu 'hostel', deixei minhas coisas e comecei a procurar a agência principal do banco cuja máquina estava na estação.

Um atendente ruivo apareceu e para minha sorte, falava inglês, já que eu não tinha paciência pra tentar o "mangiare que te fa bene" de cada bate papo ítalo-brasileiro. Ele conferiu o papel que eu dei, confirmou que a máquina era responsabilidade do banco, começou a fazer algumas ligações e pediu que eu aguardasse uns minutinhos. Aí, passado uns dez, ele me chama bem calmamente e começa a me explicar que aquela máquina era somente operada por outra máquina (eu imaginei tipo um caminhão de lixo, que ao invés de recolher, deposita dinheiro e leva embora eventuais cartões engolidos), e que portanto, nenhum nobre cidadão estava autorizado a tocar no meu cartãozinho. Mas que para o meu bem, assim que ele fosse encontrado sabe-se lá por quem, onde e quando, ele seria enviado de volta ao Brasil, novamente, sei lá para quem, para onde e quando, sendo que eu só colocaria os pés de volta na terrinha em pelo menos seis meses. NICE. Me acalmei e consegui não dizer qualquer coisa ruim para o maledeto, porque ele não estava autorizado a mexer na tal máquina, já que, oras, ele próprio não era uma máquina!

Percebi que o jeito era começar a solucionar meus problemas, ao invés de ficar gorando todo mundo mentalmente. Liguei no meu banco, a primeira coisa que me disseram foi "Tudo bem, seu novo cartão chegará de 3 a 5 dias úteis. Você só precisa passar o endereço para onde ele deve ser enviado". Chegamos no segundo problema: eu não sabia aonde estaria em cinco dias! Mesmo assim, respirei fundo e pensei que aquele era um problema que pertencia à Giu do futuro, e que a Giu do presente devia ir conhecer a cidade e se preocupar com esses 'detalhes' só de noite.

Fui, andei, gastei parte do dinheiro que eu tinha para visitar a casa da Julieta (não recomendo, mas isso é assunto para outro post), escrevi postais,entrei em igrejas, tirei fotos... Bom, no fim disso tudo eu já estava mais tranquila e calma pra resolver meus problemas, voltando para o hostel. Aí eu ví uma igreja e resolvi tirar foto dela com o tripezinho que tinha vindo junto com a minha câmera nova, já que já era de noite. Armei tudo, coloquei em cima de um murinho. Antes de conseguir sair qualquer foto, veio um vento, derrubou tudo no chão e a câmera, que estava com a lente para fora, ficou toda amassada, perdeu a capacidade de focar ou de mover a lente. NICE 2.

foto de Giuliana Ananias Wolf
Antes e Depois:  tivesse eu ficado satisfeita com a primeira foto e parado de tentar a perfeição...














 É, ví que não era meu dia, então voltei ao hostel para começar a solucionar meus problemas. Nessa mesma noite, com todos esses contratempos, começou a me dar uma alergia nos braços e nas pernas, acho que por stress... não tinha comido nada de diferente ou tomado remédio.

O pessoal do cartão pediu o prazo de 3 a 5 dias úteis para chegar um novo, só que eu tinha que dar o endereço para onde ele seria enviado, certo? Nesse tempo, eu estaria em Bolonha e anteriormente tinha programado ficar lá uns 3 dias, com esse prazo tive que esticar para ficar uns 5, já que tinha um fim de semana no meio. SÓ QUE, o único hostel que existe em Bolonha, fica fora da cidade, meio que no meio do mato, aí não dava, né.. Achei um hotel 1 estrela, na promoção e reservei duas diárias, esperando que meu cartão chegasse na sexta-feira, ao invés da segunda-feira (como era possível). Pensando já na possibilidade de eu ter que ficar lá até segunda-feira, fui a um encontro de Couch Surfing, pensando em encontrar alguma casa onde eu pudesse ficar =B

foto de Giuliana Ananias Wolf
Veneza: as únicas fotos que tenho são do cel :( mimimi










O encontro aconteceu num pub, tinha (claro) italianos, russos, ingleses, super legal! Todo mundo era muiiiito gente boa, e de cara, já encontrei três pessoas que se despuseram a oferecer seus sofás, caso eu tivesse que passar o fim de semana em Bolonha. Obviamente meu cartão acabou não chegando até a sexta feira, então eu deixei avisado no hotel que algo chegaria em meu nome e fiquei na casa do Pietro durante o fim de semana. Conheci tanta gente e tantos bares que só isso já rendia um post (e vai render). Aliás, foi na companhia dele que eu conheci a Melania, como eu contei aqui.

Ah, também não posso esquecer de mencionar que minha dieta na Itália era constituída integralmente por pizza e sorvete (receita da felicidade)... mas tanta felicidade tem seu preço: na minha última tarde em Bolonha fui ao correio enviar vários postais e do nada minha pressão baixou, caí no chão, desmaiei e tal, mó cena! Mas a italianada toda veio me acudir, então depois de uma meia hora sentada consegui levantar e ir embora! =)


foto de Giuliana Ananias Wolf
Tortas, pizzas, sorvete, fritura, petiscos... a base da minha alimentação na Itália!


































Ah, nessa época também estava muuuito frio, todas as manhãs eu escutava "hoje neva, hoje neva!", e eu, bobona que nunca tinha visto isso, ficava toda deslumbrada esperando, né. Mas tive qu partir para Florença, ou seja, mais para o sul da Itália e sabia que as chances de nevar diminuiam também. Nice 3.

Cheguei! Eu fiquei meio perdida, não sabia direito para onde ir, então peguei um taxi para ir até meu hostel. Entrando... quelle surprise! O hostel deixava a desejar em quase todas as maneiras possíveis, como eu já contei aqui. Assim que cheguei, liguei meu computador e ví fotos no facebook dos amigos que eu tinha feito em Bologna: meio metro de neve nas ruas. E pra mim, e pra mim?? Nada! ahahhah Decidí ir para o pub super simpático que havia alí perto e saindo na rua percebí uma coisa diferente na chuvinha que estava caindo: ela era um pouco mais sólida e um pouco mais branca do que o comum! Ví também que no meu casaco preto ficavam umas marquinhas brancas, ou seja, de uma maneira míííínima eu estava vendo neve!!! Uuhhhhhuuuulll! Entrei no bar, pedí uma cerveja e comecei a mandar mensagens aos meus amigos de Bolonha contando a "novidade". Muito bom, muito bom!

Só depois de todoooos esses perrengues é que fui encontrar a Marta de novo. Combinamos de nos encontrarmos em Florença para irmos até Pisa juntas. Após isso, comecei a me progamar já para ir até Roma, comprar tickets do trem e tal. Chegando lá, mais ao sul ainda, não esperava ver muita neve. Mas aí fui surpreendida novamente: nevou DEMAIS, demais, demais. (contei aqui). Achei que não haveria qualquer cotratempo nessa cidade, por já ser familiar, mas obviamente eu estava errada. No último link aqui em cima, tem também a história dos Pelados em Roma! A parte boa disso tudo é que no meu quarto estava um casal de brasileiros. Conversando com eles, a moça me disse que tinha acabado de se formar em Medicina, especialização? DERMATOLOGIA! Na hora pedí para ela ver meu braço, porque minha alergia ainda não tinha melhorado. Ela confirmou, disse que logo aquilo passava e disse que a pomada que eu estava usando era a certa mesmo! Ufa!

Bom, gente, o texto tem vários links porque contar a história toda de 15 dias aqui ficaria longo demais, além disso, cada uma das histórias linkadas são boas demais e merecem um post próprio :))

E além disso, por mais que nessa viagem muitas coisas não tenham dado certo, a Itália conseguiu ser o país que eu mais gostei de conhecer, porque voltei com a sensação de realmente tê-lo conhecido, ainda que tenha passado 'só' por Milão, Verona, Veneza, Bologna, Florença, Pisa e Roma. As pessoas, a comida, as festas, os vinhos, tudo, tudo, tudo!

No fundo, isso é também para encorajar quem tem a vontade de viajar, mas fica sempre esperando os amigos exatos para ir, ou uma oportunidade perfeita, coisas raras, sinceramente. O jeito é aproveitar do melhor jeito, da maneira possível, porque no fim, os perrengues sempre são boas recordações e histórias para se contar.

Beijos, Giu!

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Sobre fotos e livros

Vou falar hoje de duas coisas que gosto muito: livros e fotografia. Quando estive em Londres fui à exposição da artista Gillian Wearing, fotógrafa britânica que mostrava alí, por meio de fotos e vídeos, as preocupações e inseguranças que todos têm, mas escondem através do vestuário, postura ou papel que representam na sociedade. Muito, muito, muito interessante. Saindo da exposição, fui à livraria da galeria onde eu estava, pra dar uma fuçada no que eu podia encontrar de interessante.

Bom, encontrei um livro chamado "If You Leave", resultado de um Tumblr criado por Laurance Tarquin Von Thomas, cuja ideia consiste em jovens fotógrafos retratarem o sentimento de solidão, nostalgia e abandono, e percebi que na verddade, essas são coisas que todo mundo acaba sentindo em algum momento enquanto está em uma viagem longa. Fuçando pelo site do fotógrafo, ví que ele tem outros projetos que partilham mais ou menos do mesmo tema. Para quem quiser ver, é só clicar aqui. O livro trás fotos tiradas no mundo todo e tem até brasileiros no meio! Selecionei uma para colocar aqui, que claro, pertence a um brasileiro! Não é só pela conterraneidade, a foto foi uma das minha preferidas mesmo :P Confiram aqui embaixo. Para comprar o livro, dá pra ser online no próprio site.















E aííí, depois de ter visto esse livro, lembrei do Post Secret, um projeto também que já existe há abastante tempo e começou quando o idealizador, Frank Warren, pediu a estranhos que enviassem seus melhores segredos anonimamente, para que as pessoas que enviassem, por um lado, se sentissem aliviadas por partilhar aquilo, e de outro lado, para que quem visse o segredo alheio pudesse identificar-se com os sentimentos revelados. O legal é que pessoas do mundo todo passaram a enviar seus segredos e todos os temas são abordados, o importante é ter criatividade na maneira de contar o babado ;). O site é atualizado todo domingo de manhã e os segredos que ficaram lá por uma semana, são substituidos por novos. Como a procura foi tão grande, deu origem a cinco livros, que podem ser comprados no Amazon ou em qualquer livraria para quem está nos Estados Unidos. Os preços online vão desde U$S7 a U$S20, mais ou menos.





















Today I'll talk about two things I really enjoy: books and photography. When in London, I went to Gillian Wearing's exhibition, a britsh artist that was using pictures and videos to show the worries and insecurities that all of us have and end up fidding ways to hide it from the world, by the way we dress, the way we walk or the function one develops in society. Really, really interesting. When I finished seeing it all, I stoped by the gallery's bookstore where I was to look around and try to find something cool.

I found a book called "If You Leave", the result coming from the Tumblr created by Laurance Tarquin Von Thomas. His idea was to make young photographers shoot scenes that could capture the feeling of loneliness, nostaly and abandon, and I realized that these are feelings everyone has at least once while doing a long trip. Looking at his website, I could see he has some other projects, kind of related to this one. If you want to check it out, just have to click here. The book brings pictures that were taken all over the world, and there's even some brazilians! I selected one to put here - from a brazilian - not just because we're from the same place, but it was one of my favourites. If you want to buy the book, you can do it at the website.

So, seeing this book reminnded me of Post Secret, a project that's been going on for a long time and started when Frank Warren asked strangers to send their best secrets anonymously, so when they did it, in one hand, they could feel better for sharing it, and in the other hand, those who read it, could feel conected and somehow understood. The cool thing about it is that secrets started to arrive from every country, talking about all subjects. The most important thing is to be creative in the way of telling your secret :) A new post goes online every sunday and all of it brought the project to 5 books so far! You can buy them on Amazon or any bookshop. Prices can go from $7 to $20.


Alguém sabe de mais algo do tipo???
Beijos, Giu!

quinta-feira, 1 de março de 2012

Alemanha: Oktoberfest


Em Setembro do ano passado (2011), estive na Alemanha à convite de uma amiga de lá, que conheci quando morei em Buenos Aires. Nos nossos tempos de Argentina (ah, que época boa), ela pôde ver muito bem o quanto eu (e a maioria dos brasileiros) têm paixão por uma cerveja geladinha! Então, assim que soube que viria ficar em Portugal por um ano, ela me convidou para ficar em sua casa, em Augsburg, cerca de uma hora de Munique, onde o tão idolatrado OKTOBERFEST rola todo ano! YEYYY!

Mesmo tendo indo pra outros lugares e festas depois, esse ainda é o passeio que eu mais gostei de ter feito, e no fim das contas, não faz mal falar sobre isso só agora, já que tem que rolar uma preparação pra festa, né? Ah, claro que ficar na casa de algum amigo te faz economizar bastante e ter muito mais bom humor durante a viagem – quem está sempre com a malinha da Ryanair pra cima e pra baixo sabe bem disso!  - sobra mais dinheiro para as lembrancinhas, para entrar em um museu ou outro que você talvez não entrasse por economia, e neste caso específico, para tomar mais cerveja, =))) já que cada caneca de 1L custava 8 Euros!!!

Bom, vou explicar mais ou menos qual foi minha trajetória até lá. Peguei um voo aqui de Porto para o Aeroporto de Memmingen, pela Ryanair. Eu lembro que na época não paguei barato pelo trajeto, porque já estava muito em cima da hora, mas pesquisei hoje e os preços ainda estão muuuuito baixos para as datas do festival em 2012 (de 22 de Setembro a 09 de Outubro). Bom, para quem chega em Memmingen, tem que pegar uma trem para ir até Munique, a ida custa cerca de 20 Euros e dá para checar os preços e horários exatos aqui ó. Já que tem isso de pegar trem, às vezes vale mais a pena ir de Easy Jet, que geralmente oferece vôos ligeiramente mais caros, mas vai mais frequentemente para aeroportos maiores, como o Munique, e aí não há necessidade de pagar trem até a cidade, captou? Eu acabei indo para Memmingen porque minha amiga foi me buscar hehe e ficava melhor pra todo mundo!

Não sei se eu fui a única pessoa a pensar isso, mas eu achava que era preciso pagar para entrar na festa, mas não! Quando a gente sai do metrô, já está dentro e aí é só tentar não se perder dos seus amigos, encontrar um lugar para se acomodar e começar a bebedeira! No dia em que eu fui, o sol estava MUITO forte, o lugar estava bem cheio e a maioria das pessoas (turistas ou não) estava vestida de acordo com a tradição, uma gracinha! Uma das primeiras coisas que se nota, é a muvuca que fica na entrada das tendas das cervejarias mais populares do festival. Tentamos entrar em alguma delas por cerca de uma hora, mas depois desistimos, porque tinha muito empurra-empurra (sim, na Alemanha!), segurança gritando "Step back" e coisas do tipo. Mas, se você também não conseguir entrar em uma das tendas, ou simplesmente não se importa com isso, pode sentar em alguma das váárias mesas espalhadas pelo local e pedir sua cerveja a algum dos vários garçons que ficam indo e vindo com canecas e mais canecas. 


Conversando com um amigo brasileiro que está morando na Alemanha, que conseguiu entrar em uma das tendas, ele me contou que só conseguiu entrar porque estava vestindo uma camisa do Brasil, e - olha que sorte! - entre as garçonetes que estavam escolhendo quem entrava, havia uma que tinha morado no Brasil, ou seja, o coração bateu mais forte quando viu eles, né? Hahaha #ficadica ... Mas afinal, o que tem nessas tendas? Bom, há comida típica alemã e as cervejas vendidas alí, são diferentes porque foram especialmente fabricadas para a Oktoberfest. Além disso, pode acontecer de rolar showzinhos com música e dança típicas. Detalhe: a comida é servida somente no almoço e no jantar, se você sentir fome nesse período, tem que sair para comprar nas barraquinhas espalhadas do lado de fora, mas esqueça a hipótese de recuperar seu lugar, OOOU, você pode preparar a farofa, fingir que está indo pra praia e levar pra dentro da tenda, como fazem os alemães! Nesse link aqui dá pra ter uma noção das tendas mais populares e o que esperar de cada uma, além de link para reservar uma mesa e pular toda a parte chata de TENTAR entrar em alguma delas!

Guilherme (1º da esquerda p/ direita), os amigos e a garçonete agraciada! HAHA


À esquerda: afesta ao anoitecer; À direita de cima para baixo: Eu e Simone; Garçonete mostrando toda a habilidade; Eu e amiguinhos novos!

 
Ah, se você não estiver se sentindo meio zonzo e ainda quiser mais emoção, pode ir nos brinquedos espalhados, haha, rola tipo um parque de diversões no meio daquilo tudo! =) 
 
O triste é que vai chegando a noite, e tudo pára impreterivelmente às 23hs! E não tem jeito, porque eles vão fazendo um "arrastão" e convidando todos à se retirar Ahahaha, mas tudo bem, porque no dia seguinte tudo começa de novo às 9hs da manhã! =)

Detalhe: a Simone, boa alemã e frequentadora da Oktober que é,  me disse que geeeralmente os finais de semana são divididos assim: No primeiro, os turistas australianos e estadunidenses predominam; no segundo, é a vez dos italianos (eu fui nesse, e sério, me senti na Itália!); no terceiro, uma mescla de nacionalidades, já que é também mais tranquilo.


Alguém aí está pensando em ir pra lá agora em 2012??? Expectativas??? Let's share :)

Beijos!

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

A Orla do Porto

Mesmo que o meu gosto por viajar seja inegável, até hoje não encontrei um lugar onde eu me estabeleceria definitivamente, só o Brasil mesmo. Mas o engraçado disso é que a gente sempre acaba encontrando um pouco do nosso país onde quer que estejamos, seja a música, seja algum conterrâneo, seja pela comida.

Aqui em Porto, o encontrei na avenida mais bonita da cidade!  Onde fica a orla, o calçadão, e claro, a praia :)
Sabem como ela se chamava? Avenida do Brasil...

Abaixo as fotos que provam que não precisa ser brasileiro para concordar comigo!


De um lado o asfalto...
... do outro a praia









terça-feira, 4 de outubro de 2011

Estreia =)

Olá a todos!

Depois de muito perceber o quanto gosto de contar as coisas que vejo e experiencio enquanto viajo, e de me dar conta de que em cada vez que faço isso, faço com mais detalhes, pensei que talvez fosse mais prático criar esse blog e aqui contar uma só vez, impondo a mim mesma que os detalhes que estiverem aqui, serão os detalhes máximos que irei dar sobre minhas viagens, assim, não deixo de privilegiar aqueles que às vezes me perguntam sobre as novidades quando já estou próxima da hora de dormir! =)
 
Além disso, também poupo muitos ouvidos e olhos que sempre calham de estar dísponiveis no facebook e afins, contando cada mínimo detalhe de tudo que tenho visto e páro de cobrar tanto por respostas que correspondam aos meus e-mails de 5.000 caracteres!

No momento, vivo no Porto, em Portugal e sempre que posso, viajo a outros “sítios” hehe. Minha ideia para 2011 é conhecer o maior número de lugares que eu puder, mas só saber não tem graça, né? Legal é dividir e comparar com o jeito brasileiro! Tantas vezes escutamos que no Brasil as coisas são assim ou assado e criticamos sem saber como está a situação lá (aqui) fora, pensando que bom mesmo é o jeito dos outros.
Tenho tentado ver os costumes, acidentes e culturas por ângulos diferentes, e aqui transmito isso a vocês! =)

Beijos e até logo!
Giu
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