Eu nunca tinha usado o Airbnb para nenhuma hospedagem, só conhecia bem o CouchSurfing. Acontece que o Airbnb pode ser uma opção muito barata, as vezes até mais do que hostel, caso você vá dividir com alguém, como era o caso dessa viagem pela Bolívia e Peru. Você pode tanto alugar um quarto, quanto uma casa/sítio, depende do que procura.
A gente foi reservando hostel/tour conforme a viagem ia acontecendo, a única coisa que reservamos com antecedência foi o lugar onde dormiríamos a primeira noite quando chegássemos em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, nosso primeiro destino.
Pagamos R$ 38 para passar uma noite em um quarto de uma casa X. Não tinha muitos detalhes no anúncio, mas como o preço era bom e parecia um lugar limpinho, fechamos, hehehe.
Logo o dono da casa entrou em contato conosco por mensagem no Airbnb, o German. Ele disse que poderia nos buscar no aeroporto (!!!) porque o transporte público era precário, então aceitamos - e já engatamos dizendo que adoraríamos tomar umas cervejas à noite - vai que, né, hahaha.
Ele atrasou um pouquinho para ir nos buscar e como eu não conseguia ligar para ele, apesar de ter o seu número, ficamos meio em pânico, já olhando uma lista de hostel que o Thiago tinha feito em caso de emergência. Mas enquanto andávamos de um lado para o outro meio com cara de "por favor, me adote", uma pessoa veio olhando, desconfiada, e me perguntou "Giuliana?", no que respondi aliviada "SSIIIII".
Ali estava o German, sua filha, e suas duas irmãs "de alma", como ele definiu. Era sábado e ele disse que a esposa dele costumava meditar nesse dia, e que mais tarde poderíamos conhecê-la. No caminho para casa, o German falou um pouco mais sobre a cidade e a sua história. Ele era, na verdade, mexicano. Depois de ter feito faculdade nos Estados Unidos, escolheu a região ali de Santa Cruz para abrir um orfanato da mesma "rede" em que ele cresceu, no México. E dessa maneira ele conheceu suas duas irmãs, que tinham ido passar o dia com ele.
Isso é uma coisa muito legal do Airbnb. Você paga para dormir em algum lugar, e acaba conhecendo também histórias e pessoas que vêm junto no pacote. Acho que pelo fato de que vocês já vão dormir sob o mesmo teto faz com que o anfitrião seja muito mais aberto e disponível, tanto sobre a própria vida, quanto para falar sobre a cidade. E também, porque acredito que essas pessoas que participam de redes como Airbnb não estão tão somente querendo ganhar dinheiro, mas procurando uma oportunidade de conhecer mais de outras culturas. Mas, claro, não é uma regra. Vai muito de cada um e essa era a primeira vez que o German hospedava alguém, acho que ele queria que a gente se sentisse bastante à vontade.
Tanto, que ele nos disse: "minhas irmãs querem comprar uma pistola para escrever e desenhar em couro, então temos que ir em alguns mercados... vocês podem ir com a gente e depois andamos pelo centro, passeamos". E fizemos isso o dia todo, andando de carro, depois parando e indo procurar o que elas precisavam.
Passamos por três mercados. Um parecia um estádio, de tão grande, e vendia absolutamente de tudo. O segundo já se parecia mais com um camelô, mas só havia boxes de ferramentas, materiais elétricos, tipo furadeira, coisas para metalurgia. Já o terceiro, era uma mistura de feira com mercado e camelódromo. Tinha roupa, comida, gente cozinhando na rua, frutas, tecido, miçangas (sim - não sei há quanto tempo não via isso de perto!).
Santa Cruz de la Sierra é uma das maiores cidades da Bolívia e é a "São Paulo" do país também: é bem desenvolvida para o padrão boliviano e abriga muitas empresas. O German contou que tem muitos brasileiros que vão para Sta. Cruz de la Sierra estudar medicina, por ser bem mais barato.
De noite ainda fomos jantar no restaurante "La Casa del Camba" (Av. Cristobal de Mendoza, 1365 - Zona segundo anillo). 'Camba' é a maneira como são chamadas as pessoas de Santa Cruz. O restaurante era muito bom e como queríamos provar um pouco de tudo, a Cecí, esposa do German, que é boliviana, pediu o Buffet Típico para quatro pessoas (165 Bs), daí provamos apenas:
1) Majadito de Pato
2) Majadito de Charque de Vaca
3) Picante de Pollo
4) Queperi de Carne de Vaca
5) Locoto (uma pimentinha que é ó, uma delícia)
6) Arroz con Queso y Arroz Primavera
7) Yuca Frita (mandioca)
8) Huevo Frito, Chuño y Ensalada
9) Llajua - Escabeche de Cebollitas
10) Cerveja Huari
Eu sei que provavelmente essa é a foto mais feia de um banquete que você já viu. Mas quem gosta de comer vai entender a poesia de não conseguir tirar uma foto direito de tanta fome. Quem gosta de comer vai, inclusive, admirar meu autocontrole modesto para conseguir interromper minha refeição e fazer, ao menos, esse único breve registro. Quem gosta de comer vai ficar com água na boca mesmo assim, don't let me down.
Comemos ao som de Taquipari (sempre me seguro para não dizer taquipariuu) e Chovena, músicas típicas da região. O restaurante tinha um palco onde as grupos de dança se apresentavam. Pode parecer bem turístico de cara, mas apesar disso, é um lugar em que turistas e locais se encontram. Enquanto estávamos lá, a Ceci encontrou, por acaso, seu tio, que jantava com a família toda. Ou seja, é um lugar bacana para todo mundo.
Não lembro exatamente o valor da conta no final, mas dividimos por quatro e deu cerca de R$ 20 para cada um. Na Bolívia, quem converte se diverte! hahaha
Bom, a verdade é que por pouco menos de R$ 40 conseguimos dormir bem, um 'guia' da cidade e conhecer lugares da cidade que não teríamos conhecido por outra maneira. Clicando aqui você pode acessar o perfil do German, cuja acomodação eu super recomendo!
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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
O guia e o banquete de Santa Cruz de la Sierra
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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
Viajando de ônibus pelo Peru
Andar de ônibus no Peru foi uma das partes mais relaxantes da viagem, eu devo admitir. Até porque, de todos os 17 dias da viagem, 3 nós passamos dentro de um ônibus, se contarmos todas as horas, conforme está aqui nesse infográfico abaixo:
Quando chegamos no Peru já tínhamos nos acostumado com ônibus quebrado, goteiras na cabeça, ônibus subindo em barranco... então quando o David nos disse que duas companhias de ônibus eram muito boas e que a gente não teria problemas, nem levamos tãão a sério.
Primeiro usamos a Oltursa para ir de Arequipa até Cusco. Pagamos 60 soles pela passagem, que incluía jantar, cobertinha e uma "comissária de bordo". A viagem levou cerca de 10 horas e, como fizemos de noite, chegamos até que bem descansados em Cusco.
Na segunda, como íamos de Cusco até Lima e seriam 20 horas (SIM, VINTE HORAS DE VIAGEM GENTE), e seria a última viagem, decidimos ostentar e ir com a Cruz del Sur. Pagamos 185 Soles pela passagem, cerca de R$ 160, mas foi o serviço mais vip que eu já vi na minha vida!!! O banco do ônibus era de couro, tinha WI-FI, carregador para celular/notebook (!!!!), televisão com filmes, música, desenhos (juro!), ar-condicionado, cobertinha, travesseiro, o banco reclinava o suficiente para você dormir tranquilo, eeee tínhamos direito a jantar e café da manhã!
Essa foi minha reação quando eu entrei no ônibus:

Uma coisa legal dessa empresa é que eles têm o próprio terminal deles! Tipo, não utilizam a rodoviária. Você vai no terminal, que é bem similar a um aeroporto, só que bem menor, obviamente. Faz seu despacho de bagagens e fica esperando chamarem para o seu embarque. Tem até um segurança que faz a inspeção dos itens que você leva na bagagem de mão. Além disso, quando você vai comprar a passagem, te perguntam que prato você gostaria de jantar e se você é vegetariano. Essa foi a janta:
Para o café da manhã, tivemos um danoninho, um pão com presunto OU queijo (achei isso estranho), uma barra de cereal e café. O único problema, para mim, é que o WI-FI não funcionou durante a viagem toda, apesar de ter funcionado durante boa parte. Ah, e a viagem levou 22 horas ao total, 2 a mais que o previsto. Mesmo assim, acho que vale muito a pena e recomendo o serviço!
Nunca viajei em um ônibus desse padrão no Brasil, então não sei comparar... mas quando precisei vir do Rio de Janeiro para Campinas, paguei uns R$ 90 na passagem e não tinha absolutamente nada no ônibus. E, tipo, foi uma viagem de umas 9 horas! Eu acho ok pagar bastante por um serviço quando você vai ter um retorno, né, porque aí não é caro, é justo. Mas é sacanagem ter que pagar caro, não ter ao menos opção de empresas e receber um serviço bem meia-boca. Por isso deixo aqui a dica da Cruz del Sur e um suplício para que as empresas de ônibus brasileiras, se não puderem melhorar, que deixem as passagens a um preço equivalente ao do serviço oferecido.
Quando chegamos no Peru já tínhamos nos acostumado com ônibus quebrado, goteiras na cabeça, ônibus subindo em barranco... então quando o David nos disse que duas companhias de ônibus eram muito boas e que a gente não teria problemas, nem levamos tãão a sério.
Primeiro usamos a Oltursa para ir de Arequipa até Cusco. Pagamos 60 soles pela passagem, que incluía jantar, cobertinha e uma "comissária de bordo". A viagem levou cerca de 10 horas e, como fizemos de noite, chegamos até que bem descansados em Cusco.
Na segunda, como íamos de Cusco até Lima e seriam 20 horas (SIM, VINTE HORAS DE VIAGEM GENTE), e seria a última viagem, decidimos ostentar e ir com a Cruz del Sur. Pagamos 185 Soles pela passagem, cerca de R$ 160, mas foi o serviço mais vip que eu já vi na minha vida!!! O banco do ônibus era de couro, tinha WI-FI, carregador para celular/notebook (!!!!), televisão com filmes, música, desenhos (juro!), ar-condicionado, cobertinha, travesseiro, o banco reclinava o suficiente para você dormir tranquilo, eeee tínhamos direito a jantar e café da manhã!
Essa foi minha reação quando eu entrei no ônibus:

Uma coisa legal dessa empresa é que eles têm o próprio terminal deles! Tipo, não utilizam a rodoviária. Você vai no terminal, que é bem similar a um aeroporto, só que bem menor, obviamente. Faz seu despacho de bagagens e fica esperando chamarem para o seu embarque. Tem até um segurança que faz a inspeção dos itens que você leva na bagagem de mão. Além disso, quando você vai comprar a passagem, te perguntam que prato você gostaria de jantar e se você é vegetariano. Essa foi a janta:
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| A comida era saborosa mesmo, e ainda tinha sobremesa e cafezinho servido depois da refeição! |
Para o café da manhã, tivemos um danoninho, um pão com presunto OU queijo (achei isso estranho), uma barra de cereal e café. O único problema, para mim, é que o WI-FI não funcionou durante a viagem toda, apesar de ter funcionado durante boa parte. Ah, e a viagem levou 22 horas ao total, 2 a mais que o previsto. Mesmo assim, acho que vale muito a pena e recomendo o serviço!
Nunca viajei em um ônibus desse padrão no Brasil, então não sei comparar... mas quando precisei vir do Rio de Janeiro para Campinas, paguei uns R$ 90 na passagem e não tinha absolutamente nada no ônibus. E, tipo, foi uma viagem de umas 9 horas! Eu acho ok pagar bastante por um serviço quando você vai ter um retorno, né, porque aí não é caro, é justo. Mas é sacanagem ter que pagar caro, não ter ao menos opção de empresas e receber um serviço bem meia-boca. Por isso deixo aqui a dica da Cruz del Sur e um suplício para que as empresas de ônibus brasileiras, se não puderem melhorar, que deixem as passagens a um preço equivalente ao do serviço oferecido.
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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
6 motivos para visitar a Bolívia
Uma amiga veio me perguntar se ela deveria ir para a Bolívia, apesar da pobreza e da desorganização. Mas é claro! Acho que nós brasileiros já temos uma certa familiaridade com as duas coisas, seja com maior ou menor intensidade, então não é um drama daqueles.
Não que a realidade da Bolívia seja igual à do Brasil, mas a gente consegue reconhecer o Brasil em algumas situações ali. E, além disso, ainda que não fosse possível fazer essa relação, as paisagens, desertos, comidas e a tentativa de entender melhor a cultura e a dinâmica desse país fazem a visita valer a pena.
Não só esse, como vários outros pratos bolivianos merecem atenção. A Bolívia está tão perto do Brasil e tem uma culinária a aproveitamento dos ingredientes diferentes de como fazemos aqui no Brasil. Lá, por exemplo, o milho faz parte das refeições e as espigas são menores, mais grossas e os grãos bem maiores.
Esse tá na lista de lugares para visitar. Eu não sabia, mas a Bolívia tem uma região que produz vinhos, Tarija. Provavelmente não é um Chile, mas eu achei gostoso o único vinho boliviano que provamos, esse Aranjuez. Sem querer, trouxemos uma garrafa dele para o Brasil. Compramos em La Paz, sempre achando que tomaríamos amanhã ou depois... até que a garrafa chegou intacta ao Brasil por falta de oportunidade, coitada...

Não que a realidade da Bolívia seja igual à do Brasil, mas a gente consegue reconhecer o Brasil em algumas situações ali. E, além disso, ainda que não fosse possível fazer essa relação, as paisagens, desertos, comidas e a tentativa de entender melhor a cultura e a dinâmica desse país fazem a visita valer a pena.
1 - Deserto de Sal, Deserto de Salvador Dalí, Montanhas, Lagoas....
Eu já falei aqui sobre o quanto eu fiquei impressionada com o Salar, todos os desertos pelos quais passamos, as montanhas, lagoas coloridas, flamingos, árvore de pedra... tudo é muito diferente da beleza natural com a qual estamos acostumados no Brasil. Isso tudo durante esse tour de três dias que a gente fez em uma 4x4. Uma coisa legal de você perceber nesse passeio é sobre a pouca disponibilidade de recursos - sem os quais não vivemos quando estamos na nossa vida "normal".
Essa foto aqui embaixo é a frente do hostel onde passamos a primeira noite no tour do Salar do Uyuni, "Hospedaje el Barroco". O lugar era muito simples, mas tinha camas ok e a comida da janta estava uma delícia, uma sopinha com gosto de feita por vó.
Para tomar banho quente, a gente precisava pagar 10 bolivianos e existia só um chuveiro para cerca de vinte pessoas. O resultado era fila e um monte de gente reclamando, quando, na verdade, ninguém saiu do hostel para olhar no meio de onde estávamos! Tipo, no momento em que você compra esse tour e sabe que está comprando o padrãozão, não adianta chegar e esbravejar porque não tem isso e não tem aquilo, porque, afinal de contas, você está no meio do deserto e o que pode ser oferecido já está ali.
Talvez eu estivesse me preparando muito psicologicamente, então eu esperava uma coisa muito mais rústica. Mas achei ok abrir mão de várias comodidades por três dias e ver coisas que eu pensava que demoraria muito mais para conseguir visitar:
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| Onde passamos a primeira noite do tour |
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| O dia estava assim quando chegamos nesse hostel, em Gualajara, onde passamos a segunda noite do tour |
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| De manhã, acordamos e tinha nevado! |
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| Lagoa com flamingos |
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| Laguna verde - visitamos no último dia |
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| Laguna rosada - uma pena que pelo tempo a cor não tenha ficado tããão legal |
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| Árvore de pedra |
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| Deserto de sal quase no pôr do sol |
2 - As lhamas e alpacas
Me mostre uma pessoa que vê lhamas e alpacas e que continue agindo normal e eu te direi: essa pessoa não tem coração. Esses animais são a coisa mais fofa de todos os desertos da Bolívia e dá vontade de abraçar todas elas. Pena que elas correm de você. Mas para complementar a fofura - hold it - elas cospem como um movimento de defesa, tipo, come onnnn, impossível não amar esses bichos. O Marcos, nosso motorista no tour, disse que uma lhama adulta pode ser comprada por 800 Bs.
Além de bonitas e fofas, a carne delas é MUITO gostosa. Eu provei carne de lhama ao molho de ervas finas, então ela ficou com uma textura mais parecida com a carne bovina. No entanto, em geral, ela é preparada como o charque aqui do Brasil, seca.
Eeeeee, além de ser bonitas, gostosas e fotogênicas, lhamas são úteis também. Muitas vilas vivem da venda do pêlo delas, que é usado para fazer blusas, touquinhas, luvas etc. Segundo o pessoal que vende esses artigos, o pêlo da alpaca tem mais qualidade para produção desses itens, no entanto, as alpacas estão localizadas mais ao norte, na região de La Paz, de acordo com o que nos disseram. Essas fotos abaixo são todas de lhamas, quando estávamos no sul da Bolívia.
3 - Artesanato Andino
Engraçado, eu pensava que usar touquinhas, luvas e aqueles tecidos andinos fosse coisa de turista, mas não! Na Bolívia (e também no Peru), a gente vê as pessoas que vivem ali e trabalham utilizando bastante! As mulheres carregam bebês nesses panos, usam para colocar o material que vendem na rua... e os panos são bem grandes, feitos de pêlo de alpaca ou de lhama. E o melhor: o preço SEMPRE é negociável.
Esse senhorzinho era tão, mas tão gente boa! Quando chegamos na loja dele, que ficava no centro de Sucre, ele estava fazendo essa touquinha que aparece no colo dele na foto de cima. Pedi que ele fizesse mais um pouquinho para filmar e mostrar a técnica dele:
4 - Provar um "Pique a lo macho"
Santa Cruz de la Sierra foi a primeira cidade da Bolívia que conhecemos. Lá, nos disseram que tínhamos que provar o prato, que é típico de Sucre. Na hora do almoço, quando já estávamos em Sucre A gente não sabia como ele era, então cada um pediu um prato diferente. O problema é que, em geral, poucas pessoas conseguem comer esse prato, né. Acho ele muito bom para dividir, petiscar. Um detalhe: é bem apimentado.Não só esse, como vários outros pratos bolivianos merecem atenção. A Bolívia está tão perto do Brasil e tem uma culinária a aproveitamento dos ingredientes diferentes de como fazemos aqui no Brasil. Lá, por exemplo, o milho faz parte das refeições e as espigas são menores, mais grossas e os grãos bem maiores.
5 - Conhecer Tarija
Esse tá na lista de lugares para visitar. Eu não sabia, mas a Bolívia tem uma região que produz vinhos, Tarija. Provavelmente não é um Chile, mas eu achei gostoso o único vinho boliviano que provamos, esse Aranjuez. Sem querer, trouxemos uma garrafa dele para o Brasil. Compramos em La Paz, sempre achando que tomaríamos amanhã ou depois... até que a garrafa chegou intacta ao Brasil por falta de oportunidade, coitada...
6 - Observar isso:
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| Taxi que pegamos em Sucre, saindo do aeroporto |

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| No Mercado Central de Sucre |
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| Pelas ruas de Santa Cruz de la Sierra |
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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Deserto de Sal na Bolívia: onde fica, quanto custa, como é
Chegamos em Uyuni um pouco depois da meia noite. Vínhamos de Potosí, o caminho inteiro de chuva, frio e o contorno por várias montanhas, bem bonito! O único problema é que Uyuni é uma cidadezinha no meio do deserto e chegamos lá debaixo de chuva, à noite e sem lugar para dormir. Havia uma agência de turismo aberta e foi onde entramos. Estávamos com mais um casal, o André e a Yasmine, que conhecemos no aeroporto de Sucre, assim que chegamos de Santa Cruz de la Sierra. Quando entramos na agência, encontramos outros brasileiros com o mesmo problema que a gente: sem lugar para dormir e sem um tour para o dia seguinte. Já tínhamos decidido que queríamos o tour de três dias e esperamos para comprá-lo lá em Uyuni.
Desde Sucre tentávamos comprar o passeio, mas em virtude de o Rally Dakar ter acontecido no deserto dos até o dia 12 de janeiro, eles só reabririam para os tours a partir do dia 14 e todas as agências nos aconselharam a comprar lá, devido a essa incerteza de quando realmente os tours voltariam. E nessa também deixamos de fazer booking para um hostel. Boa, time!
Em um só dia fomos de Sucre para Potosí e de Potosí para Uyuni, por isso chegamos tão tarde. Pagamos 15 bolivianos por esse primeiro trecho e mais 20 bolivianos pelo segundo, bem barato. Os preços são totalmente negociáveis, então a gente sempre conseguia desconto, já que comprávamos para quatro passageiros.
Uma coisa essencial na Bolívia é pedir para ver os ônibus PESSOALMENTE antes de fechar a compra... esperávamos o ônibus estacionar para concordar em comprar os tickets. Quem vende os tickets também já está acostumado com a exigência, então às vezes já dizem logo de cara "el bus está ahí, pudes mirarlo"!
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| Pagamos 15 bolivianos pela passagem desse ônibus, que pelo menos não quebrou nenhuma vez durante a viagem |
Bom, chegando em Uyuni (de novo, hehe), entramos na agência de turismo e a mulher disse que tinha vagas em um hostel, e que aquele era o único livre na cidade. Acontece que ela não iria reserva-lo para nós, a menos que fechássemos o tour com ela. Foi um tempão nesse impasse, até que todo mundo cedeu, afinal, já era meia noite e sei lá quanto e ninguém mais tinha forças.
Pagamos 60 bolivianos pelo hostel e mais… 900 bolivianos (cerca de R$ 310) cada um pelo tour de três dias, que é feito em um 4x4 com sete passageiros + o motorista. No preço estava incluso:
- 2 noites em hostel no deserto;
- 2 cafés da manhã;
- 3 almoços;
- 2 jantares.
O preço foi mais caro que esperávamos, mas a justificativa é que o Dakar tinha feito a procura pela cidade aumentar e tinha muito turista lá nessa data. Esperávamos pagar cerca de R$ 250 ao invés dos R$ 310, mas era o que tinha na hora. Pagamos.
Agora vem a parte do “você quer ouvir primeiro a notícia boa ou a ruim?”: ali, no ato em que fechamos, a mulher que nos atendia já avisou que no primeiro hostel teríamos que pagar 10 bolivianos para tomar banho quente, e que no segundo hostel não tomaríamos banho, porque não tinha chuveiro, nem água. A coisa boa foi a sinceridade dela, né.
De tudo isso, se for para eu recomendar alguma coisa, seria: não chegue em Uyuni tão tarde, ou já deixe um hostel reservado. Isso é bem lógico, e dá para encontrar os hostels pelo hostelbookers, ou mesmo o hostelword :) Além disso, diria também: leve dois rolos de papel higiênico e pelo menos um pacote de lenços umedecidos.
Aqui vos apresento a primeira imagem que tive do Salar do Uyuni:
Aqui nessa foto esse trecho de deserto ainda não está alagado. De novo, pode ser óbvio, mas como para mim não era, explico: o deserto fica muito legal quando está alagado. Por ser de sal, ou seja, ter o solo todo branco, quando chove, ele alaga e reflete o céu, as nuvens, o sol e os turistas que ficam lá com cara de bobo - mas não é para menos! Ou seja, apesar do perrengue de termos chegado enquanto chovia em Uyuni, demos sorte, porque quando fomos para o deserto no dia seguinte, ele estava exatamente como queríamos, ALAGADO, desse jeitinho aqui embaixo:
Eu gosto muito de comer e de conhecer a comida dos lugares, então tava curiosa para saber como seria nosso almoço. Com pouquíssima cerimônia, o Marcos, nosso motorista, preparou enquanto a gente tirava fotos, bem ali, na traseira da 4x4:
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| Achei bem legal que eles perguntam se algum dos 7 passageiros no carro é vegetariano. Se sim, a pessoa tem uma comidinha preparada para ela! |
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