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sábado, 3 de janeiro de 2015

O bar de um homem só

Há bares em que a gente se distrai. Há bares em que o garçom ignora a gente. Há bares em que a música atrapalha a conversa. E há os bons bares: onde o garçom é simpático e solícito, a cerveja vem gelada, a música – se existe – não é imperativa e o tempo passa que é uma beleza. E depois vêm os bares únicos: a gente demora para conhecer, mas não se esquece nem se tiver uma ressaca daquelas. 

Já tinha conhecido lugares singulares, mas fazia tempo que não conhecia um que me marcava tanto assim! Se trata do Bar do Joia, que fica no Tatuapé, em São Paulo. Aliás, nunca tinha ido até o Tatuapé! Foi um belo início. Mas voltemos a bar. A fachada é bem discreta, na calçada ficam algumas mesas. Na hora que a gente chegou, umas 21h, tinha um pessoal que devia tá lá desde às 17hs. Delícia! Entramos e nos deparamos com uma coisa inédita (para mim), até então: não tinha paredes! Apenas prateleiras com cachaças e cachaças! Bom, é claro que tinha parede, mas elas estavam tomadas de cima a baixo por garrafas de cachaça de todo o Brasil! 

E quem atende – com uma simpatia inrustida – é o mesmo Jóia que dá nome ao bar! E ele sozinho é quem dá conta de lugar. Nada de garçom, nada de pessoa no caixa, só ele mesmo! Ora ele corta os frios, ora traz a cerveja (que é deixada no pé da mesa para a gente contar na hora de ir embora – nada como os bares que não querem te fazer pensar que você bebeu mais do que imaginava...)

Mas vamos aos detalhes etílicos: as cerca de 700 cachaças que decoram as paredes podem ser provadas, com excessão, é claro, de algumas raridades, como a Pelé! A cerveja vem geladíssima e a porção de pastel vem com quantos você quiser (!!!!!!!!). Nada como fazer exatamente a vontade do cliente! Hehehe 

Vale a ida e, com certeza, vale a volta!
Rua Emilia Marengo, 468, Tatuapé - SP.




segunda-feira, 5 de maio de 2014

Para se sentir no Rio de Janeiro: moela

Hoje é segunda-feira, mas acho que fiquei mal acostumada por todas as comidas de bar que comi no sábado, que já estou com saudades. Dos petiscos e também das férias, do carnaval, do Rio de Janeiro... que foi exatamente onde eu comi moela pela primeira vez. Acho engraçado que a gente só entende que não manja de nada, quando acaba de conhecer uma coisa nova. Eu pensava que tava sabendo de tudo porque comia joelho de porco, daí, PAN, fui pro Rio passar o carnaval e fui apresentada à moela. IN YOUR FACE, GIU! 

Em minha defesa tenho a dizer que esse prato não é devidamente valorizado e, se eu nunca tinha provado, foi por falta de conhecer. Como podemos não querer algo que nem sabemos existir? Pois bem. Acontece que eu também gosto de estar num lugar e conhecer um prato novo que, de preferência, eu consiga fazer quando estiver em casa. Porque aí, quando eu estiver em casa e fizer aquele prato, vou lembrar do lugar onde eu comi ele pela primeira vez e das pessoas que estavam comigo. Afinal, comer é sempre sobre partilhar. (menos quando eu tô com fome demais e não quero dividir RERE)

Por isso, com muita honra, trago aqui a receita da Moela da Camille e do Obama que, cada vez que eu faço, dou uma adaptada de acordo com a situação da geladeira! hahaha Uma das melhores coisas sobre a moela é o preço dela. Da última vez que comprei, em Campinas, paguei R$6 por um quilo e meio! Delícia. Vamos ao prato:

os ingredientes:
1 kg de moela 
meio pimentão verde
meio pimentão vermelho 
2 tomates 
1/4 de cebola 
1 dente de alho 
bacon (a vontssss yessssss)
calabresa (opcional)
salsinha 
cebolinha
coentro (opcional)
batata (opcional)
óleo 

1- Comece limpando a moela. O objetivo é tirar essas partes amarelas que aparecem aqui nas fotos. Nem precisa de faca, só a força da água e ir puxando com a mão já é suficiente. Mas é importante tirar tudo! A moela é como se fosse o estômago do frango e essas partes amarelas são restos de ração/milho (ou qualquer outra coisa que não precisamos saber), ou seja, LIMPA ISSO! 

moela receita Rio de Janeiro
moela receita Rio de Janeiro
2 - Depois que está limpo, colocar na panela de pressão por uns 20 minutos. 

moela receita Rio de Janeiro
3 - Aí, enquanto a carne cozinha, você vai cortando os outros ingredientes, pimentões, tomates, cebola, bacon, calabresa… e tomando cerveja.

moela receita Rio de Janeiro
moela receita Rio de Janeiro

moela receita Rio de Janeiro


moela receita Rio de Janeiro

 4 - Eu coloco coentro na receita, mas tem gente que não gosta e, mesmo quem gosta, tem que tomar cuidado porque ele tem um sabor bem pronunciado, então se colocar demais, fica difícil depois, hehe 

moela receita Rio de Janeiro



moela receita Rio de Janeiro

5 - Quando os vinte minutos da pressão terminarem, tire a moela e reserve a água, metade dela vai servir para mais tarde.
6 - Coloque óleo em uma panela e refogue o alho, cebola, bacon, calabresa (nhami)…. depois de um pouquinho, jogue o tomate, pimentão, batata… quando tiver aquele cheiro maravilhoso, comece o próximo passo:
7 - Joque a moela de volta e dê uma misturada, e um pouquinho depois, coloque um pouco daquela água do cozimento, o suficiente para cobrir todos os ingredientes.

moela receita Rio de Janeiro
moela receita Rio de Janeiro
 8 - Deixe tudo cozinhar por 20, 30 minutos e quando você não conseguir mais sentir o cheiro sem salivar, é porque tudo está pronto.
tcharammmm:

moela receita Rio de Janeiro
Para acompanhar, caipirinha (de cachaça, né) de laranja e pãozinho. 

EEEE, só comer agora :) 

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

O guia e o banquete de Santa Cruz de la Sierra

Eu nunca tinha usado o Airbnb para nenhuma hospedagem, só conhecia bem o CouchSurfing. Acontece que o Airbnb pode ser uma opção muito barata, as vezes até mais do que hostel, caso você vá dividir com alguém, como era o caso dessa viagem pela Bolívia e Peru. Você pode tanto alugar um quarto, quanto uma casa/sítio, depende do que procura. 

A gente foi reservando hostel/tour conforme a viagem ia acontecendo, a única coisa que reservamos com antecedência foi o lugar onde dormiríamos a primeira noite quando chegássemos em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, nosso primeiro destino. 

Pagamos R$ 38 para passar uma noite em um quarto de uma casa X. Não tinha muitos detalhes no anúncio, mas como o preço era bom e parecia um lugar limpinho, fechamos, hehehe. 

Logo o dono da casa entrou em contato conosco por mensagem no Airbnb, o German. Ele disse que poderia nos buscar no aeroporto (!!!) porque o transporte público era precário, então aceitamos - e já engatamos dizendo que adoraríamos tomar umas cervejas à noite - vai que, né, hahaha. 

Ele atrasou um pouquinho para ir nos buscar e como eu não conseguia ligar para ele, apesar de ter o seu número, ficamos meio em pânico, já olhando uma lista de hostel que o Thiago tinha feito em caso de emergência. Mas enquanto andávamos de um lado para o outro meio com cara de "por favor, me adote", uma pessoa veio olhando, desconfiada, e me perguntou "Giuliana?", no que respondi aliviada "SSIIIII". 

Ali estava o German, sua filha, e suas duas irmãs "de alma", como ele definiu. Era sábado e ele disse que a esposa dele costumava meditar nesse dia, e que mais tarde poderíamos conhecê-la. No caminho para casa, o German falou um pouco mais sobre a cidade e a sua história. Ele era, na verdade, mexicano. Depois de ter feito faculdade nos Estados Unidos, escolheu a região ali de Santa Cruz para abrir um orfanato da mesma "rede" em que ele cresceu, no México. E dessa maneira ele conheceu suas duas irmãs, que tinham ido passar o dia com ele. 

Isso é uma coisa muito legal do Airbnb. Você paga para dormir em algum lugar, e acaba conhecendo também histórias e pessoas que vêm junto no pacote. Acho que pelo fato de que vocês já vão dormir sob o mesmo teto faz com que o anfitrião seja muito mais aberto e disponível, tanto sobre a própria vida, quanto para falar sobre a cidade. E também, porque acredito que essas pessoas que participam de redes como Airbnb não estão tão somente querendo ganhar dinheiro, mas procurando uma oportunidade de conhecer mais de outras culturas. Mas, claro, não é uma regra. Vai muito de cada um e essa era a primeira vez que o German hospedava alguém, acho que ele queria que a gente se sentisse bastante à vontade. 

Tanto, que ele nos disse: "minhas irmãs querem comprar uma pistola para escrever e desenhar em couro, então temos que ir em alguns mercados... vocês podem ir com a gente e depois andamos pelo centro, passeamos". E fizemos isso o dia todo, andando de carro, depois parando e indo procurar o que elas precisavam. 

Passamos por três mercados. Um parecia um estádio, de tão grande, e vendia absolutamente de tudo. O segundo já se parecia mais com um camelô, mas só havia boxes de ferramentas, materiais elétricos, tipo furadeira, coisas para metalurgia. Já o terceiro, era uma mistura de feira com mercado e camelódromo. Tinha roupa, comida, gente cozinhando na rua, frutas, tecido, miçangas (sim - não sei há quanto tempo não via isso de perto!). 


Santa Cruz de la Sierra Bolivia


Santa Cruz de la Sierra Bolivia

Santa Cruz de la Sierra Bolivia

Santa Cruz de la Sierra Bolivia

Santa Cruz de la Sierra é uma das maiores cidades da Bolívia e é a "São Paulo" do país também: é bem desenvolvida para o padrão boliviano e abriga muitas empresas. O German contou que tem muitos brasileiros que vão para Sta. Cruz de la Sierra estudar medicina, por ser bem mais barato. 

De noite ainda fomos jantar no restaurante "La Casa del Camba" (Av. Cristobal de Mendoza, 1365 - Zona segundo anillo). 'Camba' é a maneira como são chamadas as pessoas de Santa Cruz. O restaurante era muito bom e como queríamos provar um pouco de tudo, a Cecí, esposa do German, que é boliviana, pediu o Buffet Típico para quatro pessoas (165 Bs), daí provamos apenas: 

1) Majadito de Pato
2) Majadito de Charque de Vaca 
3) Picante de Pollo
4) Queperi de Carne de Vaca 
5) Locoto (uma pimentinha que é ó, uma delícia) 
6) Arroz con Queso y Arroz Primavera
7) Yuca Frita (mandioca)
8) Huevo Frito, Chuño y Ensalada
9) Llajua - Escabeche de Cebollitas
10) Cerveja Huari 

la casa del camba bolivia santa cruz de la sierra


























Eu sei que provavelmente essa é a foto mais feia de um banquete que você já viu. Mas quem gosta de comer vai entender a poesia de não conseguir tirar uma foto direito de tanta fome. Quem gosta de comer vai, inclusive, admirar meu autocontrole modesto para conseguir  interromper minha refeição e fazer, ao menos, esse único breve registro. Quem gosta de comer vai ficar com água na boca mesmo assim, don't let me down. 

Comemos ao som de Taquipari (sempre me seguro para não dizer taquipariuu) e Chovena, músicas típicas da região. O restaurante tinha um palco onde as grupos de dança se apresentavam. Pode parecer bem turístico de cara, mas apesar disso, é um lugar em que turistas e locais se encontram. Enquanto estávamos lá, a Ceci encontrou, por acaso, seu tio, que jantava com a família toda. Ou seja, é um lugar bacana para todo mundo. 

Não lembro exatamente o valor da conta no final, mas dividimos por quatro e deu cerca de R$ 20 para cada um. Na Bolívia, quem converte se diverte! hahaha 
Bom, a verdade é que por pouco menos de R$ 40 conseguimos dormir bem, um 'guia' da cidade e conhecer lugares da cidade que não teríamos conhecido por outra maneira. Clicando aqui você pode acessar o perfil do German, cuja acomodação eu super recomendo! 


quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

A comida nas ruas de Campinas

O complicado de dirigir com o vidro do carro aberto a essa hora não é a violência de Campinas, mas o cheiro que você vai sentindo cada vez que vira uma rua. Ali vai ter um restaurante que, como na rua que você acabou de deixar para trás, tem o cheiro do feijão sendo cozido com calabresa e bacon… você atravessa mais um quarteirão e agora é o bife acebolado que fica te lembrando que ainda são onze horas, e ainda falta uma hora para o almoço. Mas fico feliz quando chego em casa, abro a porta e, aqui também, o ambiente está tomado pelo cheiro do feijão recém colocado na panela de pressão - ele ainda está praticamente cru, é certo - à espera de ser refogado com cebola e alho, inebriando qualquer um que esteja na casa ou nos arredores dela. Seu pólen só traz uma conclusão, uníssona, em alto e bom som, enquanto a tampinha da panela dá voltas infinitas pelo vapor: COMO É BOM COMER!


terça-feira, 11 de junho de 2013

Top 3 refeições para quebrar o gelo

Sabe quando você fica passa por alguma coisa, com alguém que não conhece bem, mas pensa "ah, se isso já aconteceu, e a gente continua se falando normal, então nada mais acaba com a amizade", tipo quando a Rose tem com o Jack uma aula prática de cuspe lá no Titanic? Então! Acho que algumas refeições são mais ou menos assim também, seja pela adrenalina de alguma coisa ficar no seu dente, seja pelo esforço que é feito na hora de comer, se tem que comer com garfo ou não...

Sempre vi a comida como uma coisa que conecta as pessoas, tanto que esse é o tema do meu TCC. Mas eu realmente acho que fazer uma refeição com alguém as vezes pode mudar o tipo de relacionamento que você tem com ela. Pode ser um paquera, alguma amigo (a) da faculdade, ou até do trabalho. Aliás, acho que fazer refeições com colegas de trabalho acaba mostrando que existe vida-além-escritório. Super legal! De fato, pelas escolhas das pessoas quanto à comida e bebida, a gente vai tentando perceber como elas são, alguém mais faz isso? 

ENTÃO, já que hoje é dia dos namorados, fiz um "TOP 3 oportunidades para quebrar o gelo". Tô aproveitando a data, mas na real, acho que isso pode ser aplicado em qualquer situação, não só para romance. Eu garanto, considere que se você tiver algumas dessas três refeições com alguém, vocês serão mais chegados! hehehe 

Joelho de Porco 

Porque: primeiro porque é uma das carnes mais gostosas e uma das partes do porco mais saborosas de comer! Parece muito com comida de natal, para aqueles que nunca experimentaram e têm medo, tipo tender. As fotos daqui são de quando eu estive em Praga, na República Tcheca, com a Karine, em junho do ano passado (um ano, hell!) Não lembro o nome do restaurante, mas juro que vale a pena, lá ou aqui. 

Em geral, as pessoas conhecem esse prato como um prato alemão. Eu nunca provei na Alemanha, mas acho que a pessoa tem que ser muito braço para deixar essa iguaria ruim… não que eu já tenha tentado fazer, né. 

Pra quem não pode ir até Praga ou alguma cidade da Alemanha, aqui em Campinas tem o Rei do Joelho. Confesso que eu tinha grandes expectaticas, e, embora não tenha achado ruim, acho que podia ser melhor, a carne poderia estar mais quente. Mesmo assim, o lugar vale a visita, eles tem uma variedade grande de cachaças e o ambiente é bem (super) descontraído. Tem joelho de porco também no Frittz do Cambuí, mas nunca provei o de lá, só o pastel de joelho de porco. 

Segundo, esse prato porque ele é desafiador! Por ser bastante grande, quando você pede o prato para duas pessoas, em geral, vem um joelho só: olha aí! Quase posso imaginar os casais de hoje como Damas e Vagabundos dividindo um joelhinho. <3 <3 <3 

Caranguejo
 
Se você for de São Paulo e for comer caranguejo com alguém, provavelmente já terá um grau de intimidade com a pessoa. Massss, vamos supor que você foi sozinho para o Nordeste do Brasil, e chamou alguém pelo Couchsurfing para fazer algum programa: vá de caranguejo! Se você foi a negócios com alguém do trabalho com quem não tem muita intimidade para uma feira ou compromissos no Nordeste (tadinho): vá de caranguejo! 

Porque: primeiro porque é ritual comer um caranguejo. Você tem uma sequência a cumprir antes de chegar no corpinho dele... e não vou contar tudo porque 1) estragaria a graça e 2) não há como descrever. Se a pessoa que estiver com você também for novata no assunto, peça ao garçom pra te ajudar. Juro que é um desafio aprender a comer o caranguejo, nada que duas ou três tentativas não sejam suficientes para ter sucesso! 

No feriado do fim de maio estive em Fortaleza, onde, tradicionalmente, quinta-feira é a noite para saborear o marisquino. Aaaaainda bem, eu estava com duas amigas que, sabendo bem do meu gosto por comida, me levaram ao Chão de Estrelas para experimentar. Super barato: cada par de caranguejo custava R$3,50! E ainda por cima me ensinaram a comer. Como as duas são de Fortaleza mesmo, uma delas até contou que quando a família se junta para comer, passa o dia inteiro e lá se vão 120, 140 caranguejos. 

Ah, dica para as meninas: prendam o cabelo ANTES de começar a comer, porque você vai ficar melecada até os cotovelos, SÉRIO MESMO. (mas vale a pena!) 
Sarah mostrando a caixa onde os quatro caranguejos vieram
Quebre as patinhas, separe as juntas e nhamiiii 

Pub Crawl de Praga

Eu entendo que algumas pessoas não curtam tanto comer, por isso incluí aqui uma coisa que para fazer você só precisa gostar de cerveja! (e estar e outro país, mas ok) É o pub crawl lá de Praga! Segundo fontes seguras, a República Tcheca é o país do mundo que tem o maior número de tipos de cervejas! Ou seja, espertinhos eles criaram um tour cujo objetivo é tentar experimentar o maior número de cervejas possíveis (claro, o guia sempre reforça muito que cada um não deve ultrapassar o seu limite). 

Bom, nesse tour o grupo vai passando por vários bares, acho que foram 5 ao total, e em cada um deles toma uma ou duas cervejas. Alguns tem um pedido especial de degustação, então você pode provar várias cervejas por um preço mais camarada e também não precisa tomar o pint de meio litro. Vale a pena experimentar o máximo que conseguir, tem cerveja de chocolate, cereja, morango, vááárias de trigo... nhami. 

O legal é que é um grupo e, caso você esteja em um date na República Tcheca, fica um ambiente mais descontraído, o que evita aquela hora awkward que sempre rola em primeiros encontros. Além disso, convenhamos, a cerveja faz a parte dela, né. 
Esse era o menu degustação, podia escolher cinco tipos para provar as mini-cervejinhas



Eu e Karine tirando foto com as cervejas de todos da mesa - só sendo brasileira mesmo pra ter essa cara-de-pau


E essa sou eu com meu namoradoooooooo :) 

Meu namorado número 2 (de Praga)






Bom, essa foi a homenagem de 2013 do Viagem Tipo Exportação ao Dia dos Namorados!!!! 
Beijos

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Você tem fome de quê? - Edição Manaus


Porto - Raissa Chaves Atzingen

Estudante de psicologia, vive no Porto, em Portugal, já há dois anos. A diferença do dia-a-dia quando comparado à Manaus, capital do Amazonas, cidade onde ela vivia antes, é gritante. Além do clima, que obviamente é muito distinto em cada um dos lugares, a cidade invicta portuguesa, apesar de oferecer pratos tão bons quanto famosos, não a faz esquecer-se das iguarias do norte do Brasil.

O sanduíche de tucumã com queijo coalho ou banana frita é uma delas. A fruta, descrita pela estudante como levemente amarga, vem de uma palmeira e é própria do norte brasileiro. Logo, não pode ser encontrada em terras lusitanas. Por saudades do lanche, a estudante disse quase só ter comido isso durante as primeiras férias que veio ao Brasil, depois de dois anos fora.

Se tu nunca escutou o sotaque manauara, dá o play e mata logo a curiosidadeee, meu filho! 


Bem acostumada com a cultura local,  seus pratos prediletos são também objeto de cobiça dos que ficam do lado de cá do oceano, como o bacalhau com natas, que, no bandejão da universidade onde estuda, a Universidade Portucalense, é trivial e pode ser comprado por nada mais que cinco euros. Também, a alheira de Mirandela, tipo de linguíça defumada, cuja receita é muito difícil de fazer, e com dificuldade, pode ser encontrada no Brasil.


Em seus planos, ainda há o projeto de continuar no Porto por, pelo menos, mais três anos. E para isso ser mais prazeroso ainda, encontrou lugares onde pode comer comida brasileira, quase como a original. Para outros que talvez estejam aflitos com saudades da terrinha, ela deixa as dicas:

1 - Prato feito do "O Chimarrão" - rede de restaurantes presente em quase todos os shoppings da cidade - que leva arroz, feijão preto, coxa de frango, picanha, lingüiça, salada, batata frita, farofa, ovo frito e banana empanada! Tudo isso por 5 euros.

2 - Pão de queijo do supermercado "Pingo Doce", pode ser comprado congelado ou quentinho, feito na hora. Depende da sua sorte!

terça-feira, 19 de junho de 2012

Petiscos do Mundo: Tremoço

Quem é que não gosta de tomar uma cervejinha/caipirinha/mojito/vinho e afins enquanto viaja? A bebida é sempre bem vinda e vale a pena experimentar em todos os lugares, claro! Mas todos sabemos que bastam uns golinhos para o apetite abrir.

Hoje vou falar do que se come em Portugal quando isso acontece. Apesar da farta produção de azeitonas, o que mais se vê como petisco em bares são os "tremoços". Eu não sabia, mas achei recentemente que no Brasil também comemos isso (sou uma frequentadora assídua e nunca ví, mas não duvido... alguém aí tem esse hábito?)

Então, ele é uma semente, que depois de cozida, é colocada em conserva, até que se perca o gosto amargo original. Depois disso, ele fica salgadinho, sem um gosto muito peculiar. A gente se diverte só pela maneira como tem que comê-lo, espremendo até o "recheio" sair de dentro da casca.

O resultado é esse aqui embaixo, ó:

foto de Giuliana Ananias Wolf
nhammmm













































+ E então, alguém já conhecia?

Beijos, Giu!

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