segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Praga: Tá olhando o que, magrela?

Giuliana Ananias Wolf
Vista da torre da Praça Cidade Velha, em Praga



















Oi gente! Vou contar a história do dia em que eu estava viajando de Praga, na República Tcheca, para Viena, na Áustria.

Em Praga a temperatura era de tipo mil graus (ahahaha) e a gente estava na rodoviária esperando para entrar no ônibus para Viena. O calor era grande, mas a farofa era maior. Eu e a Karine compramos um lanche para levar no ônibus PLUS um sorvetinho, né...

Aí, nosso bus chegou. Entre colocar as malas no bagageiro e nos acomodarmos nos assentos, o sorvete já estava lá pelo cotovelo, junto com o cheirão de lanche de McDonalds para viagem. Lindo de ver!

Foi então que uma mocinha entrou pelo corredor do ônibus, e ficou olhando como se reprovasse nossa situação. Eu, pensando "Ah, tô aqui na República Tcheca, ninguém entende nada do que eu falo e ela está me jugando", disse em alto e bom som, sem olhar:

- TÁ OLHANDO O QUE, MAGRELA???


Acontece que ela fez uma cara de quem sabia exatamente o que estava ouvindo. Ficamos com a dúvida: seria ela de Portugal ou do Brasil? O fato é que durante o percurso todo de cinco horas ela ficou olhando para trás enquanto eu e minha amiga conversávamos. Ou seja, alguma coisa ela entendia, né...


by: Giuliana Ananais Wolf
Cenário: vista do caminho de Praga até Viena, na Áustria

by Giuliana Ananias Wolf
Pôr-do-Sol =)) 



Moral da história: SEMPRE vai ter um brasileiro!!!! Hahahaha
Beijos




quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Você tem fome de quê? - Edição Manaus


Porto - Raissa Chaves Atzingen

Estudante de psicologia, vive no Porto, em Portugal, já há dois anos. A diferença do dia-a-dia quando comparado à Manaus, capital do Amazonas, cidade onde ela vivia antes, é gritante. Além do clima, que obviamente é muito distinto em cada um dos lugares, a cidade invicta portuguesa, apesar de oferecer pratos tão bons quanto famosos, não a faz esquecer-se das iguarias do norte do Brasil.

O sanduíche de tucumã com queijo coalho ou banana frita é uma delas. A fruta, descrita pela estudante como levemente amarga, vem de uma palmeira e é própria do norte brasileiro. Logo, não pode ser encontrada em terras lusitanas. Por saudades do lanche, a estudante disse quase só ter comido isso durante as primeiras férias que veio ao Brasil, depois de dois anos fora.

Se tu nunca escutou o sotaque manauara, dá o play e mata logo a curiosidadeee, meu filho! 


Bem acostumada com a cultura local,  seus pratos prediletos são também objeto de cobiça dos que ficam do lado de cá do oceano, como o bacalhau com natas, que, no bandejão da universidade onde estuda, a Universidade Portucalense, é trivial e pode ser comprado por nada mais que cinco euros. Também, a alheira de Mirandela, tipo de linguíça defumada, cuja receita é muito difícil de fazer, e com dificuldade, pode ser encontrada no Brasil.


Em seus planos, ainda há o projeto de continuar no Porto por, pelo menos, mais três anos. E para isso ser mais prazeroso ainda, encontrou lugares onde pode comer comida brasileira, quase como a original. Para outros que talvez estejam aflitos com saudades da terrinha, ela deixa as dicas:

1 - Prato feito do "O Chimarrão" - rede de restaurantes presente em quase todos os shoppings da cidade - que leva arroz, feijão preto, coxa de frango, picanha, lingüiça, salada, batata frita, farofa, ovo frito e banana empanada! Tudo isso por 5 euros.

2 - Pão de queijo do supermercado "Pingo Doce", pode ser comprado congelado ou quentinho, feito na hora. Depende da sua sorte!

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Viracopos e uma playlist para vinhos


musica vinha cascais
Lojica de vinhos de Cascais, cidade vizinha de Lisboa















Oi Pessoal!


Nesse fim de semana passado (12.10), fui a Joinville visitar a Mari, que era minha vizinha lá no Porto e que escreve aqui e aqui, ó.

Bom, o fim de semana foi lindo e super legal, conheci a cidade dela e também fomos para a Oktoberfest em Blumenau! Showwww (heeeeey sexy fridaaaaa)

Mas, na volta, aconteceu aquele "probleminha" em Viracopos, como a maioria deve saber... Com o aeroporto fechado, sem previsão de volta ao funcionamento normal, a solução foi voltar de ônibus, desde Joinville até Campinas.

O que, traduzido em números, significou passar por três estados, cerca de 700 km, e believe or not, 11 horas em um ônibus. Bom, mas como não tinha o privilégio de ficar lá, curtindo as cervejas do sul, tive que encarar essa "opção"

Vou poupar vocês daquela parte de como é legal viajar 11 horas em um ônibus, e em especial, da parte em que as pessoas CONTINUAM a insistir em usar o banheiro que tem lá e as piadas que vão surgindo pela viagem, né. No final do dia, já me sentia próxima de todos os companheiros de viagem, mesmo tendo sido apenas ouvinte.

Agora vamos ao que interessa. Como todos devem imaginar, eu estava bem zuada no fim do dia... cheguei em Campinas às seis da tarde, e tudo em que eu podia pensar, era em chegar em casa, tomar um banho e abrir um vinho pra ficar de boa, relaxaaaaando...

EEEEEEEEE

Isso me deu a ideia de compartilhar aqui minha playlist para ouvir bebendo vinho. Assim, beber com amigos ou de casal, é muito legal, mas, eu acho que essa bebida, em especial, merece seu momento de exclusividade. Pra pensar, descansar, ficar viajando... enfim, whatever you want!

 Lá vai:

itunes
Playlist de quase duas horas: dá tempo de beber uma garrafa aí, não é, não?




























Ah, e gente, não, não é coisa de gente depressiva, muito menos alcóolatra tomar umas taças alone, get over it. Faz muito bem para reflexão! Hahahah Já dizia Shakespeare:

text shakespeare quotes
Parede de uma loja de vinhos de Sintra, cidade próxima a Lisboa


quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Dublin: Noite de calouros no International Bar e algo mais...

foto de Giuliana Ananias Wolf












Das muitas ambições que eu tenho nessa vida, uma delas sempre foi ir à Irlanda, então, já que eu tinha muito pouco tempo sobrando antes de voltar ao Brasil, decidí ir para lá junto com algumas amigas que estavam indo me visitar em Porto :)

A gente estava bem anciosa por essa viagem, e como já tinha conversado com um irlandês e pego algumas dicas, a gente meio que já sabia pelo que esperar. Em uma das noites livres que tivemos, fomos a um dos bares que ele nos havia indicado, o International Bar. Gente, que surpresa o lugar! Quando se vê de fora, parece só mais um pub de esquina, mas assim que entramos, vimos que não nenhuma mesa estava disponível, então, o cara do balcão disse que tinha mais espaço no piso subterrâneo. A gente foi, né, com aquela gritaria de brasileira em Dublin, imagina... SÓ QUE, lá embaixo todo mundo estava bem quietinho, e tinha uma pessoa num banquinho em cima de um palco improvisado. A gente conseguiu ficar no último sofazinho livre, que ficava bem do lado desse palco (e que na verdade deveria ser usado de apoio por quem fosse perform something). Bom, sentamos, pegamos bebida e um silêncio total, todo mundo prestando atenção e suuuper calado. Depois de uns 10 minutos, entendemos que aquilo era, na real, um show de talentos! A cada pouco um levantava e ia tocar, ou ler poema, ou fazer um monólogo... A gente se sentiu tipo em um American Idol, só que melhor, né! ahahha 

Bom, lá pelas tantas, o barman que tinha recebido a gente veio com uns papéis assim, tipo umas fichinhas, e disse que para quatro pessoas ficava por 5 euros. A cerveja já tava fazendo efeito, então o que pensamos é que aquilo era o ticket que a gente tinha que ter comprado pra ficar alí embaixo. Compramos. Meia hora depois, percebemos que era uma rifa!! Valia o cd da banda do barman, ou uma garrafa de vinho!
Já que tínhamos comprado 4 rifas, não foi such a surprise quando chamaram nosso número hehehe pena que só tinha sobrado a garrafa de Vinho Australiano...  

Aí, depois de algumas rodadas de talentos, um pessoal foi indo embora e pudemos sentar num sofá melhor. Não demorou muito, um novo pessoal sentou na mesa ao lado da nossa. Dois meninos e uma menina, da nossa idade também. Coisa de bar, começamos a conversar, eles eram todos de Dublin e nós, na ignorância, pensamos que eles tinham ido como nós, para assistir. Engano nosso... Depois de um tempinho, um deles foi lá e deixou todo mundo impressionado! Achei esse vídeo dele cantando a mesma música desse dia, pena que não é a versão acústica, como na hora, mas fica a dica! O nome do mocinho é Eli Kaldwell (@EliKaldwell).


Saindo de lá, comemos os tradicionais "Fish and Chips". Tá, concordo que a apresentação não tava lá aquelas coisas, mas deu pra comer...

foto de Giuliana Ananias Wolf
Fish and Chips: comida de bar boooooa :)


Agora vocês podem tá se perguntando do que se trata esse 'algo mais' que eu coloquei no título, né? Bom, acontece que na manháã seguinte, que coincidentemente era nossa última em Dublin, estávamos andando em uma das pontes para ir até a degustação de whisky Jameson, quando pensamos em parar em uma das pontes que separam o norte do sul da cidade. É TUDO VERDADE O QUE VEM A PARTIR DAQUI, juro!

Eu e as meninas estávamos na posição para tirar a foto, enquanto a última arrumava o timer da câmera. Não sei o porquê, nesse momento eu cantava "Mas o Amor Não Deixa", da Wanessa Camargo (???? não me julguem)... aí que uma mulher passava ao mesmo tempo alí por perto e começou a olhar de um jeito estranho, mas passou por nós e continuou andando. Quando começamos a gritar para a Natasha vir pra foto - ela tinha ficado arrumando o timer - essa mulher começou a voltar, andando bem rápido, se aproximou de nós, especialmente desta que vos escreve neste momento. SE APROXIMOU BASTANTE MESMO, TIPO QUASE ENCOSTANDO NO MEU NARIZ E CUSPIU NA MINHA CARA!!! E saiu, como se nada tivesse acontecido!!! Abaixo está a foto do cenário...


foto de Giuliana Ananias Wolf
Ponte onde a cuspida aconteceu...
























É, pois é, as vezes isso acontece. Há quem diga que foi por culpa da música que eu cantava, mas nunca saberemos. Alguém sabe se existe alguma coisa que possa explicar isso ou se a pessoa só era louca mesmo?

Bom, é isso, beijos!

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Problemas na Itália: Entre Tapas e Beijos

Estação de trem de Milão, esperando o trem para Verona


Sempre que vamos programar uma viagem tentamos calcular a probabilidade de coisas que podem dar errado, mas eu imaginava situações do tipo "estou levando um casaco a menos, talvez eu passe frio". Mas é, o dia de todo mundo chega e viajando sozinho então, chega mais rápido ainda!

Quando decidí fazer minha viagem pela Itália, inicialmente eu e a Marta íamos juntas. Só que alguns planos foram mudando e cada uma decidiu ficar mais tempo em um lugar, mais em outro, então sempre rolava uma diferença no timing que cada uma chegava e a outra partia. A primeira cidade onde passei, tudo correu muito bem, obrigado! Milão tinha temakeria brasileira, brasileiros e host muito gente boa achado no Couch Surfing! Passei lá duas noites e a próxima cidade era Verona, para onde eu iria sozinha.

Você acha que em Verona tudo é romance?

Essas cidades menores da Itália, além de serem pitorescas, são mais caras e raramente têm hostel na área urbana. Então eu fiz uma reserva no Leoni Bed & Breakfast, que era próximo do que eu queria e também acessível. Bom, assim que cheguei à estação de trem, vindo de Milão, fui tirar dinheiro, já que esse e o meu próximo hostel não aceitavam cartões de crédito. Para minha sorte, e vocês já entenderão o porquê disso, escolhi tirar uns 100 euros. O dinheiro saiu, mas meu cartão foi engolido. Que beleza. Eu com uma mochila de 15 quilos nas costas, peguei o recibo do que tinha acontecido, fui até meu 'hostel', deixei minhas coisas e comecei a procurar a agência principal do banco cuja máquina estava na estação.

Um atendente ruivo apareceu e para minha sorte, falava inglês, já que eu não tinha paciência pra tentar o "mangiare que te fa bene" de cada bate papo ítalo-brasileiro. Ele conferiu o papel que eu dei, confirmou que a máquina era responsabilidade do banco, começou a fazer algumas ligações e pediu que eu aguardasse uns minutinhos. Aí, passado uns dez, ele me chama bem calmamente e começa a me explicar que aquela máquina era somente operada por outra máquina (eu imaginei tipo um caminhão de lixo, que ao invés de recolher, deposita dinheiro e leva embora eventuais cartões engolidos), e que portanto, nenhum nobre cidadão estava autorizado a tocar no meu cartãozinho. Mas que para o meu bem, assim que ele fosse encontrado sabe-se lá por quem, onde e quando, ele seria enviado de volta ao Brasil, novamente, sei lá para quem, para onde e quando, sendo que eu só colocaria os pés de volta na terrinha em pelo menos seis meses. NICE. Me acalmei e consegui não dizer qualquer coisa ruim para o maledeto, porque ele não estava autorizado a mexer na tal máquina, já que, oras, ele próprio não era uma máquina!

Percebi que o jeito era começar a solucionar meus problemas, ao invés de ficar gorando todo mundo mentalmente. Liguei no meu banco, a primeira coisa que me disseram foi "Tudo bem, seu novo cartão chegará de 3 a 5 dias úteis. Você só precisa passar o endereço para onde ele deve ser enviado". Chegamos no segundo problema: eu não sabia aonde estaria em cinco dias! Mesmo assim, respirei fundo e pensei que aquele era um problema que pertencia à Giu do futuro, e que a Giu do presente devia ir conhecer a cidade e se preocupar com esses 'detalhes' só de noite.

Fui, andei, gastei parte do dinheiro que eu tinha para visitar a casa da Julieta (não recomendo, mas isso é assunto para outro post), escrevi postais,entrei em igrejas, tirei fotos... Bom, no fim disso tudo eu já estava mais tranquila e calma pra resolver meus problemas, voltando para o hostel. Aí eu ví uma igreja e resolvi tirar foto dela com o tripezinho que tinha vindo junto com a minha câmera nova, já que já era de noite. Armei tudo, coloquei em cima de um murinho. Antes de conseguir sair qualquer foto, veio um vento, derrubou tudo no chão e a câmera, que estava com a lente para fora, ficou toda amassada, perdeu a capacidade de focar ou de mover a lente. NICE 2.

foto de Giuliana Ananias Wolf
Antes e Depois:  tivesse eu ficado satisfeita com a primeira foto e parado de tentar a perfeição...














 É, ví que não era meu dia, então voltei ao hostel para começar a solucionar meus problemas. Nessa mesma noite, com todos esses contratempos, começou a me dar uma alergia nos braços e nas pernas, acho que por stress... não tinha comido nada de diferente ou tomado remédio.

O pessoal do cartão pediu o prazo de 3 a 5 dias úteis para chegar um novo, só que eu tinha que dar o endereço para onde ele seria enviado, certo? Nesse tempo, eu estaria em Bolonha e anteriormente tinha programado ficar lá uns 3 dias, com esse prazo tive que esticar para ficar uns 5, já que tinha um fim de semana no meio. SÓ QUE, o único hostel que existe em Bolonha, fica fora da cidade, meio que no meio do mato, aí não dava, né.. Achei um hotel 1 estrela, na promoção e reservei duas diárias, esperando que meu cartão chegasse na sexta-feira, ao invés da segunda-feira (como era possível). Pensando já na possibilidade de eu ter que ficar lá até segunda-feira, fui a um encontro de Couch Surfing, pensando em encontrar alguma casa onde eu pudesse ficar =B

foto de Giuliana Ananias Wolf
Veneza: as únicas fotos que tenho são do cel :( mimimi










O encontro aconteceu num pub, tinha (claro) italianos, russos, ingleses, super legal! Todo mundo era muiiiito gente boa, e de cara, já encontrei três pessoas que se despuseram a oferecer seus sofás, caso eu tivesse que passar o fim de semana em Bolonha. Obviamente meu cartão acabou não chegando até a sexta feira, então eu deixei avisado no hotel que algo chegaria em meu nome e fiquei na casa do Pietro durante o fim de semana. Conheci tanta gente e tantos bares que só isso já rendia um post (e vai render). Aliás, foi na companhia dele que eu conheci a Melania, como eu contei aqui.

Ah, também não posso esquecer de mencionar que minha dieta na Itália era constituída integralmente por pizza e sorvete (receita da felicidade)... mas tanta felicidade tem seu preço: na minha última tarde em Bolonha fui ao correio enviar vários postais e do nada minha pressão baixou, caí no chão, desmaiei e tal, mó cena! Mas a italianada toda veio me acudir, então depois de uma meia hora sentada consegui levantar e ir embora! =)


foto de Giuliana Ananias Wolf
Tortas, pizzas, sorvete, fritura, petiscos... a base da minha alimentação na Itália!


































Ah, nessa época também estava muuuito frio, todas as manhãs eu escutava "hoje neva, hoje neva!", e eu, bobona que nunca tinha visto isso, ficava toda deslumbrada esperando, né. Mas tive qu partir para Florença, ou seja, mais para o sul da Itália e sabia que as chances de nevar diminuiam também. Nice 3.

Cheguei! Eu fiquei meio perdida, não sabia direito para onde ir, então peguei um taxi para ir até meu hostel. Entrando... quelle surprise! O hostel deixava a desejar em quase todas as maneiras possíveis, como eu já contei aqui. Assim que cheguei, liguei meu computador e ví fotos no facebook dos amigos que eu tinha feito em Bologna: meio metro de neve nas ruas. E pra mim, e pra mim?? Nada! ahahhah Decidí ir para o pub super simpático que havia alí perto e saindo na rua percebí uma coisa diferente na chuvinha que estava caindo: ela era um pouco mais sólida e um pouco mais branca do que o comum! Ví também que no meu casaco preto ficavam umas marquinhas brancas, ou seja, de uma maneira míííínima eu estava vendo neve!!! Uuhhhhhuuuulll! Entrei no bar, pedí uma cerveja e comecei a mandar mensagens aos meus amigos de Bolonha contando a "novidade". Muito bom, muito bom!

Só depois de todoooos esses perrengues é que fui encontrar a Marta de novo. Combinamos de nos encontrarmos em Florença para irmos até Pisa juntas. Após isso, comecei a me progamar já para ir até Roma, comprar tickets do trem e tal. Chegando lá, mais ao sul ainda, não esperava ver muita neve. Mas aí fui surpreendida novamente: nevou DEMAIS, demais, demais. (contei aqui). Achei que não haveria qualquer cotratempo nessa cidade, por já ser familiar, mas obviamente eu estava errada. No último link aqui em cima, tem também a história dos Pelados em Roma! A parte boa disso tudo é que no meu quarto estava um casal de brasileiros. Conversando com eles, a moça me disse que tinha acabado de se formar em Medicina, especialização? DERMATOLOGIA! Na hora pedí para ela ver meu braço, porque minha alergia ainda não tinha melhorado. Ela confirmou, disse que logo aquilo passava e disse que a pomada que eu estava usando era a certa mesmo! Ufa!

Bom, gente, o texto tem vários links porque contar a história toda de 15 dias aqui ficaria longo demais, além disso, cada uma das histórias linkadas são boas demais e merecem um post próprio :))

E além disso, por mais que nessa viagem muitas coisas não tenham dado certo, a Itália conseguiu ser o país que eu mais gostei de conhecer, porque voltei com a sensação de realmente tê-lo conhecido, ainda que tenha passado 'só' por Milão, Verona, Veneza, Bologna, Florença, Pisa e Roma. As pessoas, a comida, as festas, os vinhos, tudo, tudo, tudo!

No fundo, isso é também para encorajar quem tem a vontade de viajar, mas fica sempre esperando os amigos exatos para ir, ou uma oportunidade perfeita, coisas raras, sinceramente. O jeito é aproveitar do melhor jeito, da maneira possível, porque no fim, os perrengues sempre são boas recordações e histórias para se contar.

Beijos, Giu!

terça-feira, 19 de junho de 2012

Petiscos do Mundo: Tremoço

Quem é que não gosta de tomar uma cervejinha/caipirinha/mojito/vinho e afins enquanto viaja? A bebida é sempre bem vinda e vale a pena experimentar em todos os lugares, claro! Mas todos sabemos que bastam uns golinhos para o apetite abrir.

Hoje vou falar do que se come em Portugal quando isso acontece. Apesar da farta produção de azeitonas, o que mais se vê como petisco em bares são os "tremoços". Eu não sabia, mas achei recentemente que no Brasil também comemos isso (sou uma frequentadora assídua e nunca ví, mas não duvido... alguém aí tem esse hábito?)

Então, ele é uma semente, que depois de cozida, é colocada em conserva, até que se perca o gosto amargo original. Depois disso, ele fica salgadinho, sem um gosto muito peculiar. A gente se diverte só pela maneira como tem que comê-lo, espremendo até o "recheio" sair de dentro da casca.

O resultado é esse aqui embaixo, ó:

foto de Giuliana Ananias Wolf
nhammmm













































+ E então, alguém já conhecia?

Beijos, Giu!

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