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terça-feira, 14 de outubro de 2014

Bar Tiquim e o bolovo com queijo

Se comer é viajar e viajar é comer, a cada bolovo novo que provo, posso dizer que estou fazendo uma viagem pelos confins da... boemia? 

Enquanto descubro isso, acho que vou criar uma nova profissão: especialista em bolovo. Ainda tenho muitos para provar, mas cada vez que me deparo com um novo, i know it was meant to be. (Isso também envolve aprender fazer um bolovo, mas aí já é assunto para um outro post...)

Algumas semanas atrás, em um sábado preguiçoso, fui no Tiquim, um boteco de SP. Chegamos, sentamos, trouxeram uma cerveja e uns amendoins. Já adiantamos que tínhamos ido para provar o bolovo, famoso. Uma das donas do bar é quem nos atendia e, mal acostumados que somos em outros lugares, pedimos para ela trazer o bolovo cortado ao meio, já que íamos dividir (porque gordinho pede um de cada, mas divide!!!). Eis que ela retorna num belo sotaque paulistano:

"Posso até fazer isso, mas assim né, bolovo é tipo yakult..." 

Depois dessa, nos rendemos e pedimos ele sem cortar mesmo -- em tempos de falta d'água, ter resquício de bolovo na mão (... no braço, no rosto) é o melhor que tá tendo!

O bolovo deles, para a minha surpresa, ao invés de ter o combo metade ovo + carne moída, tinha queijo! Mesmo assim, não dá para dizer que era vegetariano, porque a massa dele levava carne.
Baby, baba:


É, pois é, fico aqui me declarando para bolovo e ainda coloco uma foto desse sei lá o que para competir com ele. Mas, gente, isso era bom demais! As moças donas do bar apenas fazem penne (é, o macarrão mesmo) com lemon pepper assado e frito. Uma delas me explicou que o processo todo leva cerca de quatro horas. Depois de pronta, a porção ele deve ser consumida em no máximo três dias. Elas trazem na mesa como aperitivo, tipo amendoim. Fica bem crocante, e com um gostinho que lembra um pouco doritos, só que bem melhor!

A comida me deixa piegas, então me permito o trocadilho: Tiquim, você conquistou um tiquinho do meu coração <3

Rua Cayowaá, 1301 
São Paulo

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Bar Boca de Ouro e o bolovo de gema mole

Fazia muito tempo que queria conhecer o Boca de Ouro, bar de SP. O que me atraiu de primeira, foram as fotos que vi no Instagram mostrando o bolovo do lugar. Que belezinha aquilo. Marquei, desmarquei, remarquei, até que nessa sexta-feira fui!

Acho que deixei clara a razão de PRECISAR ir nesse lugar. Agora voltando à programação:

Engraçado que esse blog é sobre viagens, teoricamente, mas falo tanto de comida que já considerei trocar o nome dele. Mas dessa vez eu juro que também tem a ver com viagem. O Boca de Ouro me lembrou muito os bares que eu vi em Nova York, primeiro em muitos filmes, depois pessoalmente. Ele é bem pequeno e tem dois andares. No térreo, está o balcão largo, generoso, que deve ter lugar para 15 pessoas, além de uma mesinha alta. No primeiro andar, tem uma sala apenas com uma mesa de sinuca.


De fora você não escuta barulho nenhum, já que a porta fica fechada, mas ao entrar, é aquele sentimento de "que delícia estar aqui dentro". Pessoal conversando, rindo, música tipo um jazz descontraído e animado (existe esse termo?) e luz baixa. Logo que eu entrei, como tava meio escurinho, achei que fosse uma vibe meio romântica - apesar de eu estar com o meu namorado no dia, a gente tava procurando pela vibe bar mesmo. Mas não! Parece que todo mundo se conhece, acaba conversando uma hora ou outra. Bem descontraído.

Bar Boca de Ouro
A Heineken custava R$ 10, mas tinha várias outras opções importadas, todas mais caras que essa. Ainda assim, o preço era justo! Tomamos umas cervejas, comemos um lanche e um bolovo. A conta deu R$ 77. Aprovado! 

Rua Cônego Eugênio Leite, 1121 - SP. 
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